"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Notícias

Companhia de teatro de pessoas sem-abrigo estreia peça no Carlos Alberto no Porto

A companhia teatral Do Lado de Fora, a primeira em Portugal criada por pessoas em situação de sem-abrigo, estreia a peça “Conceito Inútil”, a 19 de novembro, no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

© Teatro Nacional São João

Esta é uma das quatro peças que o Teatro Nacional de São João vai estrear na temporada 2026-2027, no contexto do compromisso assumido com a inclusão, e que envolve novas produções de Marco Martins, num trabalho com Gonçalo M. Tavares, e das companhias Terceira Pessoa e Estrutura, além do grupo Do Lado de Fora.

“O Conceito Inútil”, espetáculo construído a partir das histórias individuais de cada membro da companhia teatral Do Lado de Fora, com direção artística de Rui Spranger, estreia-se a 19 de novembro, no Teatro Carlos Alberto (TEcA)”, onde fica em cena até dia 22 desse mês, anunciou o Teatro Nacional São João (TNSJ), durante a apresentação oficial da programação da nova temporada, que vai de setembro deste ano a julho de 2027.

Em parceria com a associação cultural Apuro, o TNSJ procurou integrar em diferentes projetos artísticos pessoas em situação de sem-abrigo como as que viveram nas saídas de emergência do Teatro São João, imaginando, com elas, outras "saídas de emergência".

O TNSJ tem vindo a aprofundar o seu compromisso com a inclusão e a acessibilidade, promovendo outros modos de relacionamento com populações marginalizadas ou desfavorecidas, nomeadamente com pessoas em situação de “sem-abrigo, reclusos e migrantes”, e anunciou que na próxima temporada vai estrear “quatro coproduções” que "resultam desse compromisso”.

“À Porta” é outro espetáculo que pretende alargar o trabalho artístico combatendo a exclusão social.

Criado pela Estrutura, a convite do TNSJ, o espetáculo “A Porta” estreia-se a 17 de junho de 2027, no TeCA, e tem por objetivo refletir sobre questões em torno da cidade, da exclusão, da hospitalidade e do espaço público, num diálogo livre com “Filoctetes”, de Sófocles, sob direção artística de Cátia Pinheiro e José Nunes.

O TNSJ convidou ainda a companhia Terceira Pessoa a desenvolver um espetáculo de teatro com reclusos do Estabelecimento Prisional do Vale do Sousa, em Paços de Ferreira (Porto), com base na obra “Memórias do Cárcere”, de Camilo Castelo Branco.

Com uma dramaturgia original do escritor Afonso Cruz e direção artística de Ana Gil e Óscar Silva, o espetáculo “Memórias de um Cárcere” estreia-se a 21 de maio no TEcA. A peça procura refletir o contexto, as vivências e as vozes dos seus intérpretes.

“Eneias, Max e Outros – Uma Odisseia Contemporânea”, com encenação de Marco Martins, é um espetáculo colaborativo com texto e apoio dramatúrgico de Gonçalo M. Tavares e mapeia a realidade de jovens migrantes que nos últimos anos têm vindo a instalar-se no Porto.

A peça estreia-se a 8 de julho no São João e cruza as biografias de dez jovens imigrantes, forçados a sair dos seus países de origem, com narrativas sobre deslocação, exílio e migração.

A nova temporada do TNSJ traz 15 estreias absolutas, seis produções próprias, 18 coproduções e oito espetáculos internacionais na temporada de setembro 2026 a julho de 2027, anunciou a instituição cultural.


Fonte: LUSA  | 29 de julho de 2026 

Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Visitas
130,850,210