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DIVINUM sincroniza lançamento com o Eclipse Solar

No dia 12 de agosto, exatamente um minuto após o fim do eclipse solar visível em Portugal, DIVINUM apresenta "Certeiro", a primeira faixa de Depois do Eclipse, o seu primeiro álbum.

Existem histórias que começam com um nascer do sol.

A de DIVINUM começa exatamente quando o eclipse termina.

No dia 12 de agosto, enquanto o céu sobre Portugal é atravessado por um eclipse solar, o artista brasileiro radicado em Lisboa apresenta "Certeiro", o primeiro capítulo de Depois do Eclipse. A escolha da data transforma um fenómeno astronómico no ponto de partida de uma obra concebida em capítulos: o eclipse termina às 20h29 e, exatamente às 20h30, inicia-se uma nova narrativa artística.

Mais do que o lançamento de um single, "Certeiro" abre as portas de Depois do Eclipse, um álbum conceptual onde música, imagem e tempo caminham lado a lado. Cada faixa representa um momento específico de uma jornada sobre vulnerabilidade, identidade, transformação e renascimento.

Para DIVINUM, o eclipse nunca foi o acontecimento principal.

O que realmente importa é aquilo que acontece depois.

O instante em que a luz regressa, a visão muda e já não é possível olhar para o mundo da mesma forma.

É nesse intervalo entre a sombra e a claridade que nasce Depois do Eclipse.

O álbum surge após um período de profundas transformações pessoais e profissionais vivido pelo artista. Esse percurso levou DIVINUM a confrontar-se com a própria vulnerabilidade, reafirmando a sua identidade enquanto homem trans, imigrante e artista independente. Em vez de transformar essas experiências numa autobiografia, Depois do Eclipse utiliza-as como matéria-prima para construir uma narrativa universal sobre reconstrução, pertencimento e coragem.

A primeira faixa, "Certeiro", funciona como a porta de entrada desse universo. A canção mergulha na solidão, na introspeção e na necessidade da reclusão como forma de autoconhecimento. Em constante diálogo com a Lua — símbolo recorrente no imaginário de DIVINUM — a música apresenta a imagem de uma flecha que atravessa o coração como metáfora para encontros capazes de deixar marcas profundas. Mais do que falar sobre o fim de uma relação, "Certeiro" retrata o instante em que alguém se sente exposto, atingido e obrigado a reconstruir-se. É o momento em que o silêncio deixa de representar ausência para transformar-se em direção.

Existe ainda uma coincidência simbólica que atravessa este projeto.

Em setembro do ano passado, Lisboa assistiu a um eclipse lunar, quando a Terra projetou a sua sombra sobre a Lua. Agora, quase um ano depois, é a Lua que projeta a sua sombra sobre a Terra durante o eclipse solar de 12 de agosto. Cientificamente, os dois fenómenos representam movimentos opostos do mesmo sistema celeste. Poeticamente, tornam-se dois capítulos da mesma história.

Primeiro, a Lua recebeu a sombra.

Agora, devolve-a ao mundo.

Entre um eclipse e outro nasceu Depois do Eclipse.

Essa narrativa estende-se ao universo visual desenvolvido em parceria com a diretora criativa Tulipa Tuzi. A identidade estética do projeto foi concebida para despertar curiosidade, estranhamento e contemplação, equilibrando elementos naturais e sobrenaturais numa linguagem visual que convida o observador a encontrar conforto no desconhecido. A capa de Depois do Eclipse não procura ilustrar as canções; procura ampliar os seus significados, traduzindo visualmente a travessia entre sombra e luz que sustenta toda a obra.

No campo sonoro, Depois do Eclipse reafirma a parceria entre DIVINUM e o produtor Alexandre D' Carvalho, responsável pela produção da maior parte da discografia do artista desde o início da sua carreira. Neste álbum, essa colaboração alcança uma nova dimensão criativa. Cada faixa foi produzida como se fosse a banda sonora de um momento específico da história de Depois do Eclipse. A produção musical não acompanha apenas as canções; ela constrói atmosferas, conduz emoções e dá identidade própria a cada capítulo, aproximando a experiência de escuta da linguagem do cinema.

DIVINUM iniciou a sua trajetória em 2023 com o EP Fases, apresentado ao longo de cinco singles, e posteriormente colaborou com MURI na faixa "Sua". Com Depois do Eclipse, o artista apresenta a sua proposta mais ambiciosa até ao momento. Ao lado de Tulipa Tuzi e Alexandre D' Carvalho, constrói uma obra em que música, imagem, tempo e narrativa deixam de existir separadamente para formar uma única linguagem artística.

Depois do Eclipse não foi pensado para ser ouvido apenas uma vez.

Foi concebido para ser atravessado.

Cada lançamento representa um novo capítulo.

Cada capítulo revela uma nova paisagem emocional.

E cada paisagem aproxima o público daquilo que só pode ser visto quando a luz regressa.

Porque algumas histórias começam com um nascer do sol.

A de DIVINUM começa quando o eclipse termina. 

Email: itsdivinum@gmail.com
Instagram: @itsdivinum
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