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Câmara Municipal quer dotar Cascais de sete novos museus até 2029

Cascais vai investir 23 milhões de euros para criar vários novos museus e requalificar outros, com cinco aberturas previstas para 2027 e duas até 2029, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara Municipal, Nuno Piteira Lopes.

© António Pedro Santos / LUSA

De acordo com o autarca, vão ser criados no concelho o Museu da Vila Romana de Casais Velhos, o Museu da Imprensa, o Museu da Língua, o Museu da Cantaria e da Pedra, e o Museu do Mar 2.0, cujo projeto vai ser entregue ao arquiteto Souto Moura.

O Museu do Mar será “2.0” porque visa requalificar na totalidade o atual, próximo da Casa das Histórias Paula Rego, que será por isso projetado por Eduardo Souto Moura, autor do projeto do museu dedicado à artista portuguesa. Este museu “irá integrar-se, do ponto de vista paisagístico, também com a Parada, a Casa Sommer e fará a ligação ao Parque Marechal Carmona”, observou o autarca.

O Museu do Teatro, em Carcavelos, o Casal Saloio e a Necrópole Neolítica da Alapraia, que está em fase final de construção, completam a lista dos novos equipamentos a surgir em Cascais e cinco dos quais o presidente do executivo municipal conta que abram até finais de 2027.

Para o término do mandato, em 2029, está prevista a abertura do Museu do Mar e do Museu do Teatro.

O Museu da Vila Romana de Casais Velhos consiste num projeto de musealização da vila romana existente no Guincho, ao ar livre, que aguarda apenas a aprovação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas “para criarem um circuito de visitação focado na antiga Fábrica da Púrpura”.

A instalação do Museu da Imprensa decorre do fecho do News Museum, em Sintra, e do estabelecimento de um protocolo com quem detém os direitos dessa instituição.

O projeto, que irá reunir a história da imprensa regional, nacional e internacional, funcionará no antigo centro comercial Girassol, que é da autarquia e para a qual esta já tem financiamento para avançar com as obras de adaptação do espaço.

O Museu da Língua será “o mais impactante que irá abrir em Cascais”, frisou o autarca, acrescentando que ficará instalado “na icónica Torre de Santo António, nas muralhas da Fortaleza Nossa Senhora da Luz, e será um verdadeiro repositório vivo da história da língua a nível mundial”.

“A principal espécie deste museu será uma espécie de Arca de Noé onde ficarão guardados livros icónicos nas diversas línguas mundiais como a Bíblia, o Alcorão, ‘Os Lusíadas’, ‘O Principezinho’, o ‘Memorial do Convento’, a Constituição Americana, […] tudo poderá ser visto por todos os visitantes”, observou, acrescentando que o espaço integrará ainda um centro de estudos sobre línguas mortas ou em desaparecimento.

O Museu da Língua era um projeto do antigo presidente da autarquia Carlos Carreiras, que pretendia construí-lo no Forte de Santo António da Barra.

O atual presidente da autarquia de Cascais explicou que o museu acabou por não ser construído naquele local, “pois ainda estava em discussão a transmissão ou não da Fortaleza Nossa Senhora da Luz para a Câmara de Cascais, em cujas muralhas o Museu da Língua vai ficar instalado”.

O Museu da Cantaria e da Pedra será também um espaço museológico "sem portas, integrado na paisagem de uma antiga pedreira em Cascais, de forma a transformar esse espaço num espaço de cultura, conhecimento e de criação artística”.

Este projeto está a ser feito em colaboração com o professor e historiador José d’Encarnação.

Já o Museu do Mar “vai ter uma nova vida, uma nova capacidade de cobrar a relação de Cascais com o mar, o oceano e a comunidade piscatória”, daí que seja requalificado “de modo a preservar a ligação dos habitantes do concelho a uma história de gerações na perspetiva de se poder olhar o futuro”.

O projeto “mais ambicioso e que vai durar mais tempo”, já que não se trata apenas “de uma requalificação, mas de fazer um novo museu no mesmo local onde se encontra o museu de hoje”, referiu Piteira Lopes.

Quanto o Museu do Teatro, “uma aspiração muito antiga de Cascais, responde a uma necessidade efetiva do que é a recuperação efetiva do Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais (TEC)”.

Para isso, os arquitetos Miguel Arruda e José Manuel Castanheira estão a projetar "um espaço completamente inovador que aproveite do ponto de vista cenográfico as ruínas da Quinta da Alagoa, também para alargar equipamentos culturais a outras freguesias do concelho, neste caso as de Carcavelos-Parede, já que ficará dotada de um auditório”.


Fonte: LUSA | 24 de agosto de 2026

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