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Festival de Cinema de Veneza começa hoje com "Ink" de Danny Boyle

O ator George Clooney recebe um prémio de carreira e o filme “Ink”, de Danny Boyle, estreia-se hoje na abertura do 83.º Festival de Cinema de Veneza, em Itália.

George Clooney no Festival de Cannes, 2016. © EPA/Julien Warnand / LUSA

“Ink” aborda a criação do tablóide britânico The Sun, por Rupert Murdoch e Larry Lamb, que, “contra todas as expetativas, se tornou no jornal mais vendido em todo o mundo”, como descreveu Danny Boyle.

O filme é protagonizado por Jack O’Connell, Guy Pearce e Claire Foy e está integrado na competição oficial pelo Leão de Ouro, na qual figuram outras vinte longas-metragens, como “Bucking Fastard”, de Werner Herzog, “A Bit of Light”, de Ali Asgari, descrito como “um filme doloroso sobre os opositores ao regime iraniano que desesperam por uma mudança”, “Wild Horse Nine”, de Martin McDonagh, e “Look Back”, de Hirokazu Koreeda.

A imprensa italiana sublinha o regresso de Nanni Moretti à competição do festival de Veneza com “It will happen tonight”, 37 anos depois da controversa retirada do filme “Palombella Rossa”.

Destaca-se ainda a escolha do filme “DAU”, do dissidente russo Ilya Khrzhanovsky, que motivou protestos da Ucrânia e que levou o diretor artístico do festival, Alberto Barbera, a explicar que “não é um filme de propaganda pró-Putin”, mas sim “uma denúncia sobre regimes totalitários”.

Dos israelitas Yuval Abraham e Rachel Szor, que coassinaram o premiado "No Other Land", Veneza exibirá na competição “NAZA”, documentário rodado num só noite em terraços em Telavive e que, segundo a sinopse, denuncia “em detalhe os métodos de Israel de extermínio deliberado em massa de civis palestinianos em Gaza”.

No festival haverá ainda “Joie de vivre”, filme de sete horas de Luca Guadagnino sobre o realizador italiano Bernardo Bertolucci, “Musk”, de Alex Gibney sobre o magnata Elon Musk, e “Oasis: Don’t Look Back in Anger”, de Dylan Southern e Will Lovelace.

Da programação faz parte ainda a coprodução portuguesa “A Noiva Difícil”, da realizadora bengali Rubaiyat Hossain, com direção de fotografia de Leonor Teles, participação de equipa técnica portuguesa e apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual.

“A Noiva Difícil” é um filme “de grande exuberância formal e tom jubilatório” e “retrata uma jovem mulher no processo de preparação do seu casamento”, refere a Midas Filmes, que o coproduziu.

Na secção de Clássicos, será exibido o filme “Udju Azul di Yonta”, do realizador guineense Flora Gomes, numa versão restaurada pela Cinemateca Portuguesa.

Num dos eventos paralelos do festival, o realizador Pedro Costa vai receber, no sábado, o prémio italiano de cinema Robert Bresson, atribuído pela Fondazione Ente dello Spettacolo com o patrocínio da Santa Sé.

O Prémio Robert Bresson reconhece anualmente uma pessoa no cinema que “tenha dado um testemunho, relevante pela sua sinceridade e intensidade, sobre o difícil caminho de procura do significado espiritual da nossa vida”, refere a organização na página oficial.

A 83.ª edição do Festival de Cinema de Veneza termina a 12 de setembro com o filme “Dio Ride”, de Giovanni Veronesi.

Hoje o ator George Clooney recebe o Leão de Ouro de carreira, enquanto a atriz Ellen Burstyn é reconhecida com o mesmo prémio no dia 07.

A atriz e realizadora Maggie Gyllenhaal preside ao júri.


Fonte: LUSA | 2 de setembro de 2026

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