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"Terra dos Homens" — um hino à aventura, agora ilustrado por Riad Sattouf
Nos 80 anos do Principezinho, a Gradiva publica uma edição especial de Terra dos Homens, com ilustrações de Riad Sattouf.
A leitura de Terra dos Homens foi um verdadeiro choque, uma espécie de encontro com o começo da vida adulta.
[…] O que me agradou foi nunca me ter sentido excluído da obra.
Tive a sensação de compreender tudo.
É um livro que eleva. Um livro profundamente acolhedor.»
Terra dos Homens é uma das obras mais marcantes de Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Principezinho, e um hino à aventura, à coragem e à fraternidade humana. Mas também ao deserto, aos céus, às tempestades, aos voos solitários, à força da amizade. Terra dos Homens é uma inesquecível vivência humana.
Nesta edição especial, enriquecida pelas ilustrações de Riad Sattouf, o texto ganha uma dimensão visual através do traço único e da sensibilidade do autor de O Árabe do Futuro, que aqui acompanha Saint-Exupéry numa viagem intemporal, capaz de tocar novas gerações de leitores.
Terra dos Homens é uma celebração da vida, da liberdade e da capacidade humana de superar os seus próprios limites. Um clássico sobre a descoberta do mundo e sobre a descoberta de nós mesmos.
Antoine de Saint-Exupéry nasceu em 1900, aprendeu a pilotar durante o serviço militar e publicou o seu primeiro texto, ambientado no mundo da aviação, em 1926.
No mesmo ano, tornou-se piloto da Latécoère, transportando o correio entre Toulouse e Dacar, que o inspiraria a escrever Correio do Sul. Com a Aéropostale, partiu para Buenos Aires como director da companhia e, depois de regressar a Paris, publicou Voo na Noite, vencedor do Prix Femina 1931.
Em 1935, ao serviço da Air France, Antoine de Saint-Exupéry tentou bater o recorde Paris-Saigão, mas o seu avião caiu no deserto. Anos mais tarde, em 1938, tentaria ligar Nova Iorque à Terra do Fogo, sem sucesso, o que lhe valeu um longo período de convalescença em Nova Iorque. Publicou então Terra dos Homens, que lhe mereceu o Grand Prix du Roman da Academia Francesa e o National Book Award (EUA).
Escreveu Piloto de Guerra e, depois, O Principezinho, o seu maior sucesso.
Voltaria a ser piloto no Norte de África, apesar das suas inúmeras lesões e de estar proibido de voar. Em 31 de Julho de 1944, levantou voo em direcção a Borgo, na Córsega, numa missão da qual não regressou.
Riad Sattouf nasceu em 1978, tendo passado a infância entre a Líbia, a Bretanha e a Síria rural, na aldeia do pai, um homem que sonhava fazer um golpe de Estado para se tornar ditador.
Após uma separação trágica, o pai levou o irmão de Riad para a Síria e estes não se voltaram a ver durante 20 anos, história que contou na sua obra de maior sucesso, O Árabe do Futuro: Ser Jovem no Médio Oriente (1978-1984).
Em 2024, publicaria o ponto de vista do irmão em O Árabe do Futuro: Eu, Fadi – O Irmão Raptado. Em paralelo, continuou a explorar a sua infância e adolescência nos volumes de O Diário de Esther e, mais tarde, em Le Jeune Acteur.
Vencedor de inúmeros prémios internacionais, entre os quais a mais importante distinção da banda desenhada internacional, atribuída pelos seus pares, o Grand Prix du Festival d’Angoulême.

