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Civilização, a história cultural do Ocidente contada pela arte
Usando a arte, a poesia, a filosofia e a engenharia, Kenneth Clark traça o progresso da civilização humana.
Um relato magistral e visualmente sedutor, com cerca de 300 reproduções das grandes obras de arte.
«[…] é preciso saber transmitir o que se sabe e o que se sente. Kenneth Clark sabia-o como ninguém. Essa capacidade fica bem clara nas 13 lições magistrais que compõem este livro e tornaram Clark numa celebridade universal.
[O leitor] dificilmente encontrará um professor mais apto, honesto e cativante.»
Civilização, de Kenneth Clark, é uma das mais vibrantes histórias da cultura ocidental do século XX.
Acompanhando a evolução da civilização europeia desde a queda do Império Romano até ao século XX, Clark mostra como a arte, a arquitectura, a literatura, a filosofia, a religião e a ciência moldaram a identidade do Ocidente.
Mais do que uma cronologia de acontecimentos, a obra procura compreender as forças espirituais, intelectuais e estéticas que permitiram o florescimento da civilização, destacando figuras como Shakespeare, Carlos Magno, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Voltaire e Goethe.
Com uma escrita elegante e muito pessoal, Clark defende que a criatividade artística e o humanismo constituem os pilares da cultura europeia, sem ignorar as suas crises, conflitos e períodos de declínio.
Erudito e acessível, Civilização permanece uma síntese magistral da história cultural do Ocidente e uma reflexão sobre o significado da própria ideia de civilização, convidando o leitor a reconhecer o legado do passado como fundamento indispensável da liberdade, do conhecimento e da criação artística.
Kenneth Clark nasceu em Londres em 1903, sendo um dos mais conhecidos historiadores de arte da sua geração.
Oriundo de uma família escocesa que enriquecera com o comércio têxtil, Clark frequentou a Wixenford School e o Winchester College, granjeando uma bolsa de estudo para o Trinity College, onde se especializou em História de Arte.
Com apenas 30 anos, foi nomeado diretor da National Gallery e, no ano seguinte, o próprio rei convencê-lo-ia a ser conservador da Royal Collection, cargo que desempenhou durante 10 anos.
Em 1946, passou a dedicar-se à escrita e ao ensino, tendo sido professor Slade de Belas-Artes em Oxford. Em 1953, tornou-se presidente do Conselho das Artes e, no ano seguinte, presidente da nova Autoridade Independente de Televisão (ITA). Demitiu-se do cargo em 1960 e passou a apresentar programas de arte.
Foi ainda membro do conselho de administração do British Museum e chanceler da Universidade de York.
Nos últimos dias de vida, converteu-se ao catolicismo, morrendo em 1983 num lar de idosos em Kent, na sequência de uma queda.

