Notícias
Temporada da Orquestra Metropolitana de Lisboa com seis estreias
A temporada 2026/27 da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) vai fazer a estreia de seis obras, quatro delas de compositores portugueses.
No dia 19 de outubro, a OML vai estrear a peça “Três Poemas Portugueses”, do russo Alexeï Tolpygo, que dá voz a Florbela Espanca, Álvaro de Campos e Mário de Sá-Carneiro, num programa que inclui “A Canção da Urze” (Homenagem a Miguel Torga), de Eurico Carrapatoso, e a Sinfonia n.º 9, de Ludwig van Beethoven, compositor que marcará forte presença na temporada, pelo duplo centenário da sua morte.
O concerto, sob a direção do maestro titular da OML, Pedro Neves, realiza-se no Teatro Tivoli, em Lisboa, e conta com a participação do Coro Participativo da Metropolitana, da soprano Cecília Rodrigues, da meio-soprano Cátia Moreso, do tenor Marco Alves dos Santos e do barítono Luís Rodrigues, como solistas.
Em entrevista, o maestro Pedro Neves, diretor artístico da OML, realçou “o caráter único da Metropolitana” que apresenta, na realidade, duas temporadas, uma artística, protagonizada pela OML, e outra intitulada “Ensaio Geral”, em que se apresentam as suas três escolas: a Escola Profissional, o Conservatório e a Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO).
O maestro declarou o desejo de ultrapassar, nos próximos anos, o “grande desafio que é o de ter uma sala própria” em Lisboa, objetivo pelo qual almejam há vários anos.
Uma das salas regulares nas temporadas anteriores da Metropolitana foi o Teatro Thalia, nas Laranjeiras, que este ano não consta da programação, o que foi justificado pelo diretor artístico pela vontade de “alargar público”.
“É uma sala que nós não queremos perder, mas […] quando eu digo alargar o público é ter uma sala maior para que possam ir mais pessoas ao concerto”, esclareceu Pedro Neves, que referiu a necessidade de “rentabilizar através da bilheteira o esforço financeiro” da Metropolitana.
Sobre a atual Temporada, Pedro Neves realçou as estreias e disse que se procurou “misturar a música portuguesa com o repertório tradicional, e não esquecer também os jovens”.
“Temos um ciclo para crianças e famílias, a música de câmara que é também um objeto de grande atenção no nosso projeto, portanto os músicos da orquestra despendem muito das suas semanas para dedicar à música de câmara”, afirmou o maestro.
Além de “Três Poemas Portugueses”, de Alexeï Tolpygo, a orquestra estreia, ainda este ano, uma obra, ainda sem título, de Krišs Russman, que dirige pela primeira vez a OML, no dia 9 de novembro, no Tivoli.
Outra estreia acontecerá no dia 3 de dezembro, com a peça “Vortex”, de Luís Carvalho, que também dirigirá a orquestra, no Tivoli.
“Vortex” faz parte de um programa que inclui outra peça de Carvalho, “Mosaico”, e ainda o Concerto para Flauta e Orquestra N.º 2, e o Concerto para Violino e Orquestra N.º 1, de Mozart. Serão solistas a flautista Madalena Lopes e a violinista Jieun Son, vencedoras do Concurso Internacional de Música Júlio Cardona, no ano passado.
As estreias de peças continuam a pontuar a temporada em 2027: em 22 de março, no Tivoli, estreia-se o Concerto para Clarinete e Orquestra, de António Victorino d’Almeida.
O Concerto para Clarinete, de Victorino d’Almeida, faz parte de um programa que inclui a suíte do bailado “Storm”, de Armando Mota, e a Suíte do bailado “O Pássaro de Fogo”, de Stravinsky. A OML será dirigida por Pedro Neves e será solista o clarinetista Jorge Camacho.
No dia 11 de abril, a OML, sob a direção do maestro italiano Emilio Pomàrico, estreia uma obra, ainda sem título, de Ana Seara, no CCB. O programa inclui ainda a Abertura, Scherzo e Finale, de Schumann, e a Sinfonia n.º 6, a “Pastoral”, de Beethoven.
A última estreia da temporada, a 10 de junho, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, é a de “Lusíadas”, de Nuno da Rocha, uma encomenda do Operafest, com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.
Esta estreia surge no âmbito da parceria estabelecida entre a Metropolitana e a Ópera do Castelo. O concerto, sob a direção do maestro Pedro Neves, conta com o Coro Operafest Lisboa e Oeiras, e o programa completa-se com o prelúdio da ópera “Tristão e Isolda”, de Wagner.
“A Metropolitana realiza, em média, um concerto por dia, o que representa um grande esforço dos músicos, e das equipas”, sustentou Pedro Neves.
Fonte: LUSA | 25 de setembro de 2026

