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A perspetiva original de um engenheiro sobre a crise climática, sem negação nem alarmismos
Rui Manuel Barreira, engenheiro, cruza ciência, economia, tecnologia, IA e a realidade portuguesa num diagnóstico lúcido, que nos explica por que falham as políticas climáticas, e propõe soluções concretas sobre o que financiar, reformular ou eliminar.
Este livro é para o leitor que ainda não decidiu. (...) O leitor que trabalha em política pública, em engenharia, nos mercados de capitais ou no jornalismo e que tem de tomar decisões com informação incompleta e preferia que a informação fosse honesta acerca daquilo que se sabe e do que não se sabe. O leitor que está exausto do pânico moral em qualquer dos lados e que gostaria, finalmente, de ser tratado como um adulto.»
Há sempre duas vozes quando um sistema está prestes a ruir: a que diz que está tudo bem e a que diz que está tudo perdido. Raramente alguma tem razão e ambas são mais altas do que as de quem está a fazer o trabalho a sério. Foi a desconfiança dessas duas vozes que um engenheiro, depois de mais de 20 anos a impedir que sistemas complexos cedessem sob a sua carga, trouxe para dentro da crise climática.
O Clima Sem Mitos, de Rui Manuel Barreira, não é nem um livro de alarme, nem de consolo. É uma leitura serena, e por isso rara, de um problema que costuma gerar tudo menos serenidade, sendo feita na escala em que de facto se decide: das instituições, das infraestruturas, do capital e da engenharia paciente do possível. No centro, uma convicção aprendida na água fria do Atlântico onde o autor mergulha desde criança: quase tudo o que nos assusta se enfrenta com anteparos e o clima, ao contrário do que dizem os manuais, não se resolve com um preço.

Rui Manuel Barreira, originário da Póvoa do Varzim, é licenciado e especializado em Ciência de Computadores e Engenharia de Software. Cresceu a mergulhar, ainda antes de ter palavras, primeiro por curiosidade, hoje pelo silêncio, na busca de uma calma que não encontra noutro lugar. Vendo o oceano como um sistema vivo, com memória e modos de estar inteligíveis, o autor observa, ano após ano, as águas a ficarem mais quentes e os corais a perderem a cor. Foi nessa mudança que encontrou a sua motivação para escrever, contra a inércia e o extremismo, com o objetivo de agir mais pela análise do que pelo medo.

