"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Uma Peça | Um Museu

Combate de Hércules contra os Centauros

Esta tapeçaria pertenceu a uma armação - conjunto de panos tecidos na mesma oficina com a mesma cercadura e que narram diferentes passos da mesma história - sobre a história de Hércules.

Uma Peça do Museu Nacional de Arte Antiga


Combate de Hércules contra os Centauros

Bruxelas
Meados do século XVI
Lã e seda
Prov. Compra, Leilão Burnay, 1936
Inv. 73 Tap

Hércules, filho de Júpiter e de Alcmena e, talvez, o mais popular herói da mitologia greco-latina, sintetiza na sua filiação a dupla essência do divino e do humano. Os seus trabalhos, explorações e aventuras aliados às suas fraquezas humanas vão dar origem a inúmeros relatos, da tragédia à comédia, que servirão de base a uma imensa iconografia.

Para além da tapeçaria, as façanhas e amores de Hércules são repetidamente representados nos bordados designadamente nas colchas indo-portuguesas.

Dominando com grande mestria a linguagem renascentista de influência italo-flamenga, este exemplar é um dos mais significativos da coleção do Museu tanto do ponto de vista do desenho como da técnica e da iconografia.

O virtuosismo da técnica têxtil é bem visível na modelação audaciosa das figuras do primeiro plano e na perceção quase pictural de todo o espaço.

Na cercadura larga sobressaem frutos rodeados de flores e folhagem. Na base das duas barras laterais, inseridas em dois elementos arquitetónicos tipicamente renascentistas, duas figuras femininas, tratadas como se fossem escultura, representam duas virtudes menores identificadas pelas respetivas legendas na base dos nichos: Liberalitas, à direita, e Descreptio, à esquerda.

Esta tapeçaria pertenceu a uma armação - conjunto de panos tecidos na mesma oficina com a mesma cercadura e que narram diferentes passos da mesma história - sobre a história de Hércules. Ciclos com este tema, abordando preferencialmente os 'Trabalhos de Hércules”, foram tecidos numerosas vezes até meados do século XVII, e, embora não exista nenhum ciclo completo, encontram-se panos em muitos museus europeus, desde a Bélgica à República Checa, passando pela Áustria.

Agenda
Ver mais eventos
Visitas
58,032,864
>