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10.ª Edição do Festival Fado Madrid regressa em setembro

O Festival de Fado, a maior mostra deste género musical a nível internacional, regressa a Madrid, no dia 26 de setembro, para uma edição muito especial. Este ano, o Festival de Fado cumpre 10 edições e vai estar presente numa das salas mais importantes do mundo, o Teatro Real de Madrid.

26 Set

Teatro Real
Plaza de Isabel II, s/n, 28013 Madrid
Espanha


O Festival vai dar a conhecer um conjunto de atividades onde se irá celebrar o centenário da maior artista portuguesa de sempre, Amália Rodrigues. Assim, Ana Moura, Cuca Roseta e Fábia Rebordão são os nomes que irão apresentar três concertos inéditos. Ao programa junta-se também um conjunto de conferências de Rui Vieira Nery e Tiago Torres da Silva; a projeção dos filmes “Art of Amália”, de Bruno de Almeida, e “Amália, o Filme”, de Carlos Coelho da Silva; e uma exposição sobre a Amália, produzida pelo Museu do Fado e a EGEAC.

Um dia de festa repleto de música, cinema, conferências e exposições para festejar os 100 anos de Amália Rodrigues, e a décima edição do evento mais importante de cultura portuguesa, em Madrid.



Ana Moura
O regresso de Ana Moura a Madrid ficará marcado por um espetáculo diferente e imperdível. Numa altura em que a artista prepara o seu próximo disco e que se celebra o centenário do nascimento de Amália Rodrigues, nome maior do fado, Ana Moura trará à mítica sala do Teatro Real um concerto com algum repertório que habitualmente não faz parte dos seus espetáculos e com algumas releituras do cancioneiro de Amália Rodrigues. Trata-se, provavelmente, de uma das últimas oportunidades para ver Ana Moura em palco, antes da chegada do novo disco, dos novos temas e do novo espetáculo.

Cuca Roseta
É uma das vozes mais aclamadas e aplaudidas do Fado. A sua voz e o seu enorme talento têm conquistado muitas das mais importantes plateias mundiais. Depois de cinco discos editados, entre os quais se destacam a assinatura de produção de Gustavo Santaolalla ou Nelson Motta, Cuca Roseta edita agora um disco e um espetáculo inteiramente dedicado a Amália Rodrigues. Mais do que uma homenagem de Cuca Roseta à maior voz do fado, trata-se sobretudo de um agradecimento pessoal a uma mulher e a uma obra que, desde o primeiro momento, se tornaram um alicerce fundamental para o seu crescimento artístico enquanto fadista.

Fábia Rebordão
É, unanimemente, considerada uma das vozes de referência do novo fado. Prima de Amália Rodrigues, Fábia começa a cantar regularmente em casas de fados. A partir de então, muitos consideram que a cantora “tem a mesma mágoa na voz que Amália”. Apresenta-se agora ao público com uma imagem e energia renovadas no ano de lançamento do seu terceiro álbum de originais. No novo espetáculo de Fábia Rebordão, serão abordados alguns dos temas do novo álbum e fados emblemáticos de Amália Rodrigues. Em ano de comemoração do centenário da morte de Amália, seria incontornável a presença de um momento de tributo à maior voz de sempre do fado.

Festival de Fado
Ao longo de toda uma década o Festival de Fado afirmou-se claramente como um dos mais prestigiados veículos de difusão, à escala internacional, do Fado português, atraindo a atenção de um público cada vez mais vasto para este contributo maior de Portugal e da sua Cultura para o Património Cultural Imaterial da Humanidade, tal como foi oficialmente reconhecido pela UNESCO em 2011. Mais uma vez esta canção nascida há poucos mais de dois séculos nos bairros pobres do porto de Lisboa demonstrou a sua capacidade única de transmitir ainda hoje a identidade de um País e de ao mesmo tempo revelar a universalidade essencial dessa identidade portuguesa e de suscitar emoções profundas até nos ouvintes e comunidades mais remotos. De facto, o Fado consegue falar de uma realidade histórica e social específica, que é a do País com as mais antigas fronteiras da Europa e que mais cedo lançou as bases do diálogo intercultural entre a civilização ocidental e as demais culturas do mundo, mas simultaneamente consegue tocar, pela via dos afetos e das emoções, no que há de mais profundamente humano e universal em todos os que o ouvem. Neste ano de 2020, em que se comemora o centenário do nascimento de Amália Rodrigues (1920-1999), o maior expoente do Fado no século XX e a fadista que mais contribuiu para a renovação poética e musical do género e para o seu reconhecimento internacional, o Festival de Fado, ao celebrar o seu décimo aniversário, não poderia deixar de prestar homenagem à memória viva desta artista de exceção. Fá-lo, como é habitual, com um conjunto de conferências, exposições e projeções de filmes, mas sobretudo pela presença de um naipe de fadistas notáveis de várias gerações que dão testemunha da enorme vitalidade contemporânea do Fado e do dinamismo com que continua a ser capaz de ser fiel às suas raízes mas de ir também dialogando com todas as músicas do mundo e encontrando novos caminhos que prolongam a sua História. A energia vital do Fado contemporâneo é também a celebração do legado imortal de Amália.

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