"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Exposições

Exposição "Tchiloli Unlimited | Migrações e Coisas"

Património ancestral e inimitável de um povo, René Tavares, artista são-tomense, explora, reinventa e adapta o Tchiloli à realidade contemporânea.

6 Mar a16 Abr

Teatro Municipal Baltazar Dias
Av. Arriaga, 9000-060 Funchal
Preço
Entrada livre

MIGRAÇÕES E COISAS (Raquel Martins)
Falar de sociedades contemporâneas é invocar um movimento contínuo de influências estéticas, culturais e linguísticas que se movem ao ritmo da própria humanidade. Hoje, mais do que nunca, é entender o ciclo migratório do ser humano como uma necessidade intrínseca à sobrevivência do Homem desde o princípio dos tempos, ainda que daí resulte um imaginário cultural cada vez mais globalizado.

Nessa busca humana por novos contextos de vida, cabe ao artista explorar novas fronteiras da linguagem que daí emergem. Cabe-lhe também perpetuar a memória e o património local, encontrando um espaço de cruzamento entre a cultura tradicional e formas de expressão mais atuais. Mais contemporâneas. Mais globais.

MIGRAÇÕES E COISAS assume-se como tema principal de uma série de projectos em que René Tavares busca na pintura, na fotografia e na escultura zonas inexploradas de criação artística, estética e visual. Um percurso que o artista iniciou ao abordar a questão da identidade crioula, ela própria um resultado destas dinâmicas migratórias que se transformam invariavelmente em algo novo e vivo, como é exemplo disso o Tchiloli, espetáculo tradicional São Tomense abundantemente investigado, retratado e reinventado por René Tavares nas suas obras.

De resto, é precisamente aí, no cruzamento entre o tradicional e o contemporâneo, entre a memória e a reinterpretação da História, que o artista faz a sua própria viagem. Um remix cultural e temporal a cada obra. Um olhar urgente e actual que surge da vontade de preservar cada fábula, cada conto, cada história como quem sabe que hoje, mais do que nunca, é nessa memória que encontramos as pistas mais valiosas para as coisas que nos definem e onde nos encontramos todos, independentemente das distâncias, enquanto seres humanos.

Inauguração: 6 de março, pelas 15 horas, no Salão Nobre do Teatro Municipal Baltazar Dias
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