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Westway LAB mostra a cara da música criada numa constelação sem fronteiras entre Portugal e a Europa

Guimarães abre uma janela para o mundo entre os dias 7 e 10 de abril com a música a percorrer e cruzar órbitas onde imperam a diversidade, ritmos e melodias, com o conhecimento e a inovação a impulsionarem encontros profissionais e artísticos

7 Abr a10 Abr

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Tudo isto acontece no Westway LAB ao longo de seis concertos dos portugueses Diabo a Sete, Tristany, Da Chick, Bicho Carpinteiro, Beatriz Pessoa e P.S. Lucas nas noites de 9 e 10 de abril; dez atuações de projetos musicais internacionais como Olivia is a Ghost, Go Cactus, Melenas, Pinpilinpussies, My Ugly Clementine, Julia Bardo, TUYS, Alicia Edelweiss, Sofia Talvik e ainda do vimaranense Mira Quebec que preenchem a tarde de dia 10;  Keynotes de João Carvalho (Paredes de Coura / Primavera) e Robert Grima (Live Nation Espanha) e 23 sessões profissionais com entidades e conferencistas de âmbito nacional e internacional que se estendem pelos quatro dias desta edição que antecipa um foco ibe?rico a acontecer em 2022. 

A informação alusiva a esta edição encontra-se disponível em westwaylab.com, onde é possível realizar os registos PRO para participar nas conferências e keynotes do Westway LAB 2021. Os concertos e os showcases têm transmissão digital em sinal aberto na página Facebook do Westway LAB: facebook.com/WestwayLAB.Portugal. 

A edição de 2021 do Westway LAB garante, como sempre, um espaço central para artistas e parceiros que têm dado corpo à construção de relações e investido sem reserva no potencial que se vai desenhando anualmente em Guimarães no universo da música. Fundação GDA, I.N.E.S., E.T.E.P., Antena 3 e Why Portugal alimentam o programa nacional e estrangeiro de talentos com a diversidade no critério; enquanto a AMAEI e a MERLIN, sua parceira, apontam a estrada pela frente no âmbito da música digital. 

Os seis concertos de projetos artísticos nacionais desta oitava edição repartem-se entre os dias 9 e 10 de abril com transmissão exclusivamente digital a partir do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, contando com a curadoria do Why Portugal e da Antena 3. Na noite de sexta-feira, a banda folk-rock portuguesa Diabo a Sete surge às 21h para cruzar ritmos, melodias e instrumentos associados à matriz tradicional, com letras e sonoridades contemporâneas. As luzes viram-se de seguida para o artista multidisciplinar Tristany, que às 22h nos ilustra a realidade por ele vivida, através da sua voz, do seu olhar e daqueles que o rodeiam, numa expressão de sonoridades cruas com ritmos e estímulos visuais diversificados. Esta noite fecha às 23h com Da Chick. A intérprete, compositora e recentemente produtora portuguesa Da Chick continua em mutação na pesquisa pela liberdade e novas formas de expressar a sua visão e criatividade e promete partilhar o seu groove neste palco de visibilidade internacional.  

O sábado, 10 de abril, começa por nos entregar em mãos um Bicho Carpinteiro, como quem diz um caldeirão de rock instrumental e um folk “musculado” regado a viras, fados, chulas e lenga-lengas servidos numa bandeja de ambientes eletrónicos temperados com toda a riqueza que a tradição portuguesa tem para oferecer, para saborear a partir das 21h. Segue-se a cantora e compositora Beatriz Pessoa às 22h. Apaixonada pelo calor da música brasileira e já com alguns dos mais importantes palcos de festivais nacionais e internacionais na curta carreira, Beatriz chega ao Westway LAB com o seu primeiro longa-duração, Primaveras, gravado do outro lado do Atlântico. O último concerto desta edição tem início às 23h com o projeto P.S. Lucas. Há uma arte que Pedro Lucas tem vindo a refinar há cerca de uma década com os projetos Medeiros/Lucas e O Experimentar Na M'Incomoda e estreia-se agora a solo com o In Between (2021) que aqui partilha no seu reencontro com o Westway LAB, após ter integrado as residências artísticas deste evento em 2016.

A tarde deste mesmo dia 10 de abril – habitualmente preenchida por atuações musicais ao vivo em vários pontos da cidade de Guimarães (City Showcases) – reserva-nos uma série de dez atuações transmitidas a partir das 15h numa emissão streaming ininterrupta na página Facebook do Westway LAB. Estes showcases virtuais, resultantes da interligação deste festival com o ETEP (European Talent Exchange Programme), a INES (Innovation Network of European Showcases) e a Spanish Wave, coloca-nos em contacto direto com projetos musicais oriundos de várias geografias como Olivia is a Ghost (Espanha), Go Cactus (Espanha), Melenas (Espanha), Pinpilinpussies (Espanha), My Ugly Clementine (Áustria), Julia Bardo (Itália), TUYS (Luxemburgo), Alicia Edelweiss (Áustria), Sofia Talvik (Suécia) e ainda o português Mira Quebec. 

Na vertente profissional, as conferências Westway PRO desta oitava edição do Westway LAB apresentam o início de um “foco ibérico” que será um tema a desenvolver na edição do ano seguinte, pós-pandemia. Esta edição – a segunda em formato híbrido – é assim abordada como uma preparação, mas também uma antecipação mais certa de melhores tempos pela frente, afirmando, agora mais do que nunca, a importância para Portugal e para as restantes regiões que integram a península Ibérica desenvolver ações conjuntas de uma forma útil e estratégica, criando um ecossistema sustentável assente na diversidade das culturas musicais de todas as regiões, bem como no fomento da partilha entre artistas e profissionais da música de toda a península. Após a superação de audiências registada na edição híbrida de 2020, que chegou a audiências online que muito ultrapassaram as verificadas nas primeiras seis edições exclusivamente físicas, Nuno Saraiva (Conferências PRO) apronta-se a afirmar que “é com o mais elevado grau de entusiasmo e positivismo, com criatividade e dinâmica, que apresentamos o programa futurista do Westway PRO 2021.” 

O Westway LAB volta a contar com uma matriz de entidades e conferencistas nos seus painéis, de âmbito nacional e internacional, que navega entre conferências organizadas pelos segmentos Westway PRO, Why Portugal Event e Portugal in Synch para alcançar diversos temas como Redes Sociais e Plataformas Digitais; o programa Europa Criativa 2021-2027; o papel da música no programa da Presidência Portuguesa do Conselho Europeu; Revelações sobre Royalties para Artistas e Editoras Independentes; o envolvimento político nesta área criativa; a música na Publicidade, no Cinema, nos Videojogos; A monetização das letras no Século XXI; o contexto europeu de apoios públicos ao sector das edições; e sessões de âmbito ibérico – que se iniciam pela mão de Rui Torrinha para apresentar o plano plurianual para o Foco ibérico, desde as conferências bilaterais previstas para 2021 até às oportunidades a serem criadas para 2022 entre Portugal e Espanha – com espaço para abordar áreas de ação que tocam os Festivais, Editoras Fonográficas, a Curadoria Ibérica da Música Digital e que abrem ainda lugar para a apresentação de Projetos de Cooperação e Networking. 

A vertente profissional desta edição não estaria completa sem os Keynotes nacional e internacional com João Carvalho – um dos pioneiros do grande festival Paredes de Coura, mas também tem uma forte ligação ibérica entre o Primavera Porto e o Primavera Sound Barcelona – que aqui aborda a vida e carreira em conversa com Rui Torrinha e Robert Grima, presidente e promotor da Live Nation Spain, empresa que lidera mundialmente a organização e promoção de eventos em direto e concertos, patrocínios, serviços de bilhética e representação de artistas em mais de 40 países. Os registos para participar na programação profissional do Westway LAB podem ser realizados pelo valor de 79 euros em westwaylab.com, onde é possível consultar toda a informação mais detalhada do evento. 

Recorda-se que a essência de toda a programação do Westway LAB – festival, conferência, criação – o primeiro evento internacional de música em Portugal a integrar Residências Artísticas, Conferências Profissionais, Talks, Showcases e Concertos, organizado pel’A Oficina desde 2014, a partir de Guimarães – reside no contacto presencial dos seus intervenientes, realizando-se agora de forma adequada ao contexto sanitário que atravessamos.
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