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Um Cento de Cestos, nova exposição no Museu de Arte Popular

Resultante de um aturado trabalho de pesquisa, esta exposição dá a conhecer o passado recente das técnicas de cestaria em Portugal, expresso na seleção de 246 objetos adquiridos para o MAP nas décadas de 1940/1950 e para o Museu Nacional de Etnologia (MNE) nas décadas de 1960/1970, assim como na diversidade de matérias-primas e de técnicas de confeção que os mesmos evidenciam.

10 Set a10 Set

Museu de Arte Popular
Av. Brasília, 1400-038 Lisboa


Trata-se de um projeto expositivo que materializa uma estratégia de estudo, documentação e divulgação de coleções congéneres do MAP e do MNE, a partir de uma abordagem integrada que evidencia a complementaridade entre essas coleções e as sinergias decorrentes da reunião das duas instituições numa única entidade museológica.

Pretende-se ainda destacar a importância da documentação das coleções etnográficas, não apenas com recurso aos materiais de arquivo que os museus conservam mas também a partir da produção de novas pesquisas nos terrenos em que esses objetos foram produzidos, identificando permanências e mudanças, e, muito particularmente, as pessoas que os produzem e os problemas que enfrentam na atualidade.

Contudo, em linha com a estratégia nacional para o Saber Fazer, é com interpelações sobre o futuro e a sensibilização para a importância da preservação dos saberes-fazer tradicionais que a exposição se encerra, numa mensagem que remete para as questões da sustentabilidade e de preservação do meio ambiente.

No futuro perspetivado são protagonistas os mestres artesãos portugueses, que perpetuam saberes e técnicas transmitidas ao longo de gerações, mas que se constituem também como agentes fundamentais para novos olhares e reelaborações das técnicas tradicionais, no quadro das preocupações do design regenerativo.

Além da seleção de 246 objetos das coleções de cestaria portuguesa do MAP e do MNE, a exposição integra igualmente documentação dos arquivos fotográfico, fílmico e de desenho fotográfico deste último, assim como nova documentação fotográfica e fílmica produzida em contexto de pesquisa de terreno junto dos cesteiros portugueses pelas curadoras Astrid Suzano e Fatima Durkee, que, em conjunto com Ana Botas (MNE/MAP), asseguraram a pesquisa que suporta a exposição.

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