"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Slikback e Hangloser

Ao vivo na Galeria Zé dos Bois, dia 5 de novembro às 22h00

5 Nov   |  22h00

Galeria Zé dos Bois
R. da Barroca, 59 . 1200-049 Lisboa

Slikback

Mago da música urbana no Quénia, a revolução é real. Tido por muitos como um dos nomes mais refrescantes na eletrónica vanguardista, Slikback é sinónimo de energia pura. Frequentemente ligado ao coletivo Nyege Nyege, as noções de footwork, grime ou dubstep são aqui destiladas numa espécie de poção mágica que turbina qualquer um na pista de dança. Condensa vários desses géneros, sem nunca tomá-los por completo, transformando-as antes num mashup de interpretações singulares. Conhecido pelo fogo das suas atuações, tem também tocado ao lado de gente como MC Yella, Tzusing ou Hyph11E - e participou ainda em festivais de renome como Le Guess Who ou Unsound.

Alegadamente com centenas de gravações caseiras finalizadas, os EPs “Tomo" e “Lasakaneku” definiram o perfil e, por sua vez, o presente e o futuro de Slikback. Lá encontramos uma herança cultural da sua região, feita de polirritmia e vozes evocativas. O modo como processa essa dita herança é uma arte que domina; isto porque sabe evitar lugares comuns e desviar-se de becos criativos sem saída. Por outro lado, o sentido de desorientação provocada pela música é aqui, acima de tudo, um acto de libertação – próprio e junto do próximo. Um sentimento que só no coletivo atinge o seu esplendor. E nos tempos que correm, dificilmente poderia existir melhor premissa para uma noite. NA

Hangloser

Intenso e enigmático, Hangloser dedica-se a um meticuloso processo de decomposição sonora e outras alquimias. Identificam-se resquícios industriais e algum techno abandonado, ilusões rítmicas e desorientações sónicas; elementos a tempo incerto que flutuam no trabalho do produtor José Quintino. Sob este alias, viu editado “Proposition 1231”pela atenta Capital Decay. Disco bravo na sua essência e pelo que se propõe a provocar. É alucinante e portentoso sim, mas também introspectivo e visceral. O complexo micro cosmos que cria, ganha corpo em expressões inusitadas, mas emergentes. Milagrosamente, apazigua e inquieta, em quantidades idênticas.

Movimentando-se por terrenos baldios de género, Hangloser traz consigo a uma identidade rave latente. Com “Olaias Chicane, editado o ano passado, houve um certo groove a irradiar do betão e da trovoada. Melodias que resgatavam as visões dos D.A.F ou Throbbing Gristle em comunhão com o dark ambient de uns mais atuais Demdike Stare ou Vatican Shadow. Pela primeira vez na ZDB, eis os os bangers do novo milénio. NA

Entrada: 8€
Bilhetes disponíveis online: https://zedosbois.bol.pt/
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