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Exposições

"Jardins" de Joana Galego

A Galeria Belard apresenta a exposição individual da artista Joana Galego. Jardins apresenta uma colecção de elementos naturais tocados pela figura humana e vice-versa.

3 Abr a 11 Mai 2024

Galeria Belard
R. Rodrigo da Fonseca 103B, 1070-239 Lisboa
Preço
Entrada livre
A inaugurar no dia 03 de abril das 18h às 21h.

Jardins apresenta uma colecção de elementos naturais tocados pela figura humana e vice-versa. Ao pensarmos em jardim, imaginamos um cercado, um local específico, mas Galego pensa num jardim do tamanho do mundo, o mundo enquanto jardim, as pessoas como jardim, dissolvendo as fronteiras do espaço e tempo. O imaginário imagético apresentado nasce ao mesmo tempo no Gerês, no Sul de Londres ou em Manali, e a figuras humanas em personagens afetivos, do seu passado e presente, que voltam disfarçadas com nova roupagem. Nesta aparente antítese entre o selvagem e o doméstico, nessa fronteira invisível, o cuidado é o que une e assume o papel principal. “Enterrar os dedos na terra como quem faz um cafuné, ou vice versa.”

A exposição reúne trabalhos iniciados em Portugal, na Índia, em Inglaterra e na Indonésia. Galego coloca essa possibilidade de fuga e permanência, de poder habitar simultaneamente diferentes lugares. Seu trabalho também fragmenta as fronteiras temporais, uma vez que retratam memórias de infância ou dos seus primeiros anos a viver fora de Portugal Assim, Galego aponta para um outro mundo dentro deste. “Estar presente em dois lugares. Ou mais do que dois, como aqui! Pinto em Londres a partir de um desenho que fiz na Indonésia, a pensar em Portugal. E posso juntar tudo isso. Talvez não transpareça, mas é isso que acontece no estúdio. O jardim perde os limites.”

Assim como na pintura de Paolo Uccello, Caçada na Floresta, a qual teve influência sobre os trabalhos expostos, Galego apresenta cenas que transitam entre o realismo e o lúdico. Onde as atividades recreativas se transfiguram em rituais e o palpável, em fantasia. A floresta sem fim de Uccello retorna na profundidade do campo visual da artista que leva à fuga de encontro ao desconhecido, a uma liberdade sem fim.

Para a artista, os trabalhos em pintura vêm de um imaginário construtivo, de memórias e pensamentos que escreve, e dos pequenos esboços que dão forma às primeiras camadas de tinta. Os desenhos manifestam-se como fruto da recolha em cadernos ou folhas soltas, como pot-pourri dos elementos que ganham uma nova vida no seu jardim, o estúdio. Com a mistura de muitas técnicas e colagens, Galego os transforma em algo novo e sugere no espaço negativo a possibilidade de novas figuras.

Jardins apresenta um conjunto de pinturas e trabalhos em papel, resultado de um cuidado em carregar e cultivar ideias que um dia saem, brotam ou simplesmente aparecem, como sementes que foram ali plantadas ou trazidas pelos ventos. Assim como no jardim, no desenhar e no pintar há um elemento de espera e sorte, -uma mancha acidental em que algo próspero acontece. Pela exposição, as figuras ali, habitantes temporários, revelam seus pequenos mundos delimitados pelo espaço pictórico. Partilham suas trocas de afetos ou evidenciam o seu isolamento Na última sala da galeria, a artista traz obras em papel, media fundamental para seu trabalho. Caminhar pela galeria é, assim, como uma volta às origens, pois está sempre no desenho o seu ponto de partida.

Joana Galego (1994) mudou-se para Londres em 2016 para estudar na Royal Drawing School depois de terminar a licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Joana apresentou as exposições individuais mole lunar sinal na Soho Revue em 2023, spring and all na Royal Drawing School em 2019 e lugar indeciso no Museu das Artes de Sintra em 2016, e também participou em exposições colectivas desde 2013, incluindo: Out of Nowhere, Soho Revue (2022), London Art Fair com Aleph Contemporary (2022), What I See I Will Never Tell, Wilder Gallery, (2021); e The Best of the Drawing Year, Christie's London (2018). É membro da Lewisham Arthouse desde 2020 e está atualmente a trabalhar no seu estúdio no sudeste de Londres depois de participar na Bienal Jatim X em Java Oriental e na Residência IFA com a Royal Drawing School em Modinagar, Índia.
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