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Música

Os Ganso levantam voo até ao Coliseu dos Recreios

Em 2026 os Ganso celebram o seu 10.º ano de vida. Para assinalar esta data a banda levanta voo até ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa, já no próximo dia 6 de março. Os convidados especiais são agora revelados.

© José Pereira

6 Mar 2026  |  21h30

Coliseu dos Recreios
Rua das Portas de Santo Antão, n.º 96, 1150-269 Lisboa

O concerto mais emblemático da carreira dos Ganso está a aproximar-se a passos largos e a juntar à festa há novas confirmações de artistas que vão pisar o palco do Coliseu dos Recreios na noite de 6 de março, são eles: José Cid, Femme Falafel e Carlo Corbellini (dos Post Nebbia) como convidados especiais; Fernão Biu (dos ZARCO), Inês Pires Tavares e João Cachola juntam-se à composição da banda composta por João Sala, Miguel Barreira, Luís Ricciardi, Gonçalo Bicudo e Diogo “Horse” Rodrigues.

Na celebração da década no ativo na música portuguesa não poderia faltar um dos nomes mais influentes da atual música nacional e também para os próprios GansoJosé Cid tornou-se num convite inevitável, como explica o grupo "uma lenda que dispensa qualquer tipo de apresentação. Nosso conterrâneo de Mogofores, onde fazíamos os nossos retiros no início. Já tocámos ao vivo juntos, já passámos dias inteiros em casa dele a gravar canções e com ele vivemos algumas das nossas memórias mais preciosas de banda. Um grande amigo. É um privilégio tê-lo no Coliseu nos nossos 10 anos."

Também Femme Falafel e o músico italiano Carlo Corbellini se juntam à festa no Coliseu. A primeira responsável pelo remix de “Curioso e Aborrecido”, que saiu no álbum de remisturas do Vice Versa. Já Corbellini, dos Post Nebbia, junta-se à banda após produzir temas como os mais recentes singles “Mal Vestido” e “Deixar-te”.

Novo duplo single, “Mal Vestido” e “Deixar-te”:
Canções com guitarra, de ironia e protesto, refletem algumas das maiores ânsias do hoje, sempre de olhos postos no amanhã. No início de 2025, meses depois do lançamento de Vice Versa, a banda decidiu fazer um retiro para compôr música nova, de lá nasceram as primeiras ideias destes dois singles. Foi depois com o convite a Carlo Coberllini, italiano e compositor dos Post Nebbia de Pádua, para a produção, que as duas canções começaram a ganhar forma. 

As duas canções apoiam-se muito na guitarra, há quem diga na banda que a “Mal Vestido” é mesmo a “maior rockalhada que já fizemos”, e não podia deixar de assim ser: são dois temas que têm em comum a incapacidade de mudar o que está à nossa volta e o consequente derrotismo - a guitarra elétrica é um instrumento perfeito para comunicar essa inquietação.

10 anos de Ganso:
10 anos de palcos e atuações, a carreira ao vivo do grupo começou também por Lisboa, em salas como o antigo Armazém F quando subiram ao palco como banda de abertura para os lendários Os Mutantes. "O futuro augura ser bom para os Ganso", escrevia a imprensa especializada na altura sobre esta apresentação. Dez anos volvidos e o futuro concretiza-se agora em cima uma das salas mais emblemáticas do país e um marco de carreira para artistas nacionais: a primeira data a solo no Coliseu dos Recreios.

Recuando na história dos Ganso, a 3 de novembro de 2015 saía o primeiro EP da banda lisboeta, "Costela Ofendida", com o tema "Pistoleira" a encabeçar o lançamento de estreia. Seguiram-se depois canções e singles como "O Que Ha Por Cá" do "Pá Pá Pá" (2017), "Não te Aborreças" e "Não Tarda" do longa-duração de mesmo nome (2019) e os dois êxitos isolados de disco, o viral "Sorte a Minha" e "Gino (O Menino Bolha)", ambas de 2022. 

Seguiu-se depois o mais recente “Vice Versa”, disco que se tem tornado bastante popular junto dos fãs mais jovens de música portuguesa, público que se tem renovado a cada novo lançamento da banda. Além dos sucessos no TikTok português de “Sorte a Minha” (mais de 4 milhões de audições) e “Fetiche Fonético” (perto de 1 milhão de ouvintes), o novo disco já ultrapassa os 2 milhões e meio de audições no Spotify.

Vice Versa” ganhou vida própria nos ouvidos e sensibilidades dos seus ouvintes desde o seu lançamento. Esgotou 3 noites no B.Leza em Lisboa, foi destacado na imprensa nacional e tocado em várias das principais estações de rádio portuguesas e figurou em algumas das listas do ano mais consagradas da imprensa portuguesa: a Antena 3 apelidou a “Papel de Jornal” como a quarta melhor canção nacional de 2024, o disco figurou na lista de Melhores Discos do Ano (#7) na mesma rádio e em oitavo lugar no Top de melhores álbuns portugueses de 2024 para os leitores da BLITZ.

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