"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Exposições2

"Romanian Dances" de Mariana Gomes

 Na sua prática artística a Pintura assume-se ação autonomizada, tornada em objeto pela gestualidade descomplexada que resulta de uma fluidez e imediatismo quase intuitivos.

9 Mar a 15 Abr 2017

Galeria Baginski
Rua Capitão Leitão, 51-53 1950-050 Lisboa


Mariana recorre aos vocabulários das formas e das cores, para exercitar uma configuração frenética e aparentemente desajeitada de elementos que se comportam dentro uma métrica imperfeita e orgânica, resultante de deformações e imprecisões voluntárias.

Este exercício de liberdade gestual resulta também da liberdade da mente, que se permite apropriar da realidade e cruzá-la com a ficção em níveis que extrapolam o absurdo. Na tentativa de organizar esta diversidade histérica de elementos bizarros, Gomes transforma-os recorrentemente em motivos geométricos de natureza variada que desafiam as fronteiras da abstração. Desta forma, o que não é geométrico força-se a ser e a geometria pura torna-se inconsistente e imprecisa.

Num universo de referências tão variado como o de Gomes, o uso da cultua erudita é tão válido quanto o das realidades mais quotidiana. Romanian Dances vai buscar motivação nas composições homónimas de Bela Bartok, músicas populares romenas e húngaras que o compositor se dedicou a estudar tornando-se uma base fundamental para a sua restante obra.

Só dentro desta razão poderia Mariana Gomes encontrar a sua motivação pessoal, que se traduz num experimentalismo obsessivo e provocador onde, através das texturas e da expressividade do gesto e da matéria, timidamente se observam alusões à História e aos princípios da pintura.

MARIANA GOMES (Faro, 1983) é formada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Portugal. Em 2011 foi distinguida pelo Prémio Fidelidade Mundial – Jovens Pintores 2011.

Das exposições que realizou destacam-se: Bollocks, curadoria de Bruno Marchand, Appleton Square, Lisboa (2016); 10º Prémio Amadeu de Souza-Cardoso, Museu Municipal Amadeu de Souza-Cadoso, Amarante (2015); Breviário, Galeria Fernando Santos, Porto (2014); Stop Makling sense!, com curadoria de João Pinharanda, Fundação EDP, Lisboa (2013); X Tentativas, Galeria Módulo – Centro Difusor de Arte, Lisboa (2009).

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