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Palestra • A luz e o divino pela arqueóloga Filomena Barata

A importância do Astro-Rei para os Homens, enquanto fonte de energia, regulador do tempo e dos ciclos naturais, do qual depende toda a vida, é testemunhada desde a Pré-História através de pinturas rupestres.

18 Fev 2026  |  18h00

Museu de Lisboa - Teatro Romano
Rua de S. Mamede, 3A, 1100-532 Lisboa
Preço
Entrada livre
Na filosofia grega, na Alegoria da Caverna, apresentada por Platão (A República, Livro VII), a passagem das sombras para a luz representa a libertação do homem da ignorância e a difícil ascensão ao conhecimento, alcançado através da razão. No entanto, a luz, embora reveladora, pode inicialmente ofuscar quem dela se aproxima.

No mito de Prometeu, narrado por autores como Hesíodo (Teogonia) e desenvolvido por Ésquilo (Prometeu Agrilhoado), o fogo – manifestação terrestre da luz divina – é roubado aos deuses e oferecido aos homens. Este ato, libertador para os humanos, é simultaneamente tomado como um gesto de transgressão, pelo “Pai dos Deuses” e Prometeu é castigado e acorrentado, sofrendo eternamente.

Em muitas religiões e ritos iniciáticos, a luz mantém essa dupla dimensão: é conhecimento, mas também força renovadora e espiritual. A sucessão da noite pelo dia, metáfora do triunfo da luz sobre as trevas, encontra eco simbólico em diversas tradições e é poeticamente evocada por Mozart, na ópera A Flauta Mágica.

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