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Exposições

ZET recebe Manuela Pimentel para uma ode à liberdade, à poesia e ao amor

Através da apropriação dos cartazes de rua, a artista do Porto cria novas semióticas e explora temas como a liberdade ou a igualdade de direitos entre todos os seres humanos. 

16 Jan a 21 Mar 2026

Zet Galeria
Rua do Raio, 175 B 4710-923 Braga
Preço
Entrada livre
A poesia e a palavra adquirem um papel fundamental no processo de composição, não ignorando o carácter político do seu trabalho. As obras expostas na ZET, em Braga, são na sua maioria inéditas.

Para esta exposição, que tem curadoria de Helena Mendes Pereira, a artista apresenta um conjunto de trabalhos que começam com a apropriação de cartazes que recolhe na rua e que, depois, usa no atelier de forma integral ou recorrendo ao corte em formato 14 x 14 cm, para criar painéis de azulejos, onde escreve palavras que vão da declaração de amor, à poesia dos autores que a inspiram até aos gritos de revolta cívicos e políticos. Manuela Pimentel refere-se à “cidade como a casa, a rua como uma casa de paredes sem teto” e confronta o espetador com algo que a intriga: porque é que o ser humano tende a separar-se quando tem tantos motivos para se unir e convergir?

O ponto de partida para a sua criação artística é a poesia, razão pela qual se fez “uma leitura e uma interpretação da etimologia da pequena topografia, transformando o espaço da galeria numa cidade, num mapa curatorial construído pela poesia e pelo poder da palavra”, assegura a diretora-geral da ZET e curadora da exposição, Helena Mendes Pereira. A curadora destaca, ainda, a valorização da simbologia do azulejo no trabalho da artista, que faz parte nossa identidade multicultural; a importância das viagens no carácter universalista que a obra de Manuela Pimentel tem e a integração de objetos do quotidiano doméstico, que coabitam com os elementos típicos da rua, leia-se, os cartazes, dando tridimensionalidade à sua obra: “Manuela Pimentel convida-nos para uma viagem reveladora da sua essência otimista e luminosa, expandindo a linguagem que a caracteriza. As obras assaltam a tridimensionalidade e, à apropriação dos cartazes, soma-se a integração de objetos do quotidiano: biombos, gaiolas, bancos, luzes, mesas ou um louceiro combinam-se na criação de objetos mágicos, poéticos e políticos, nesta que será a mais imersiva exposição de Manuela Pimentel nos 25 anos de carreira”, defende.
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