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Pontes em Movimento
No próximo dia 2 de fevereiro, a Nuvem Voadora “flutua” até Bissau, aterrando junto da Companhia de Dança Contemporânea da Guiné-Bissau para, em conjunto, iniciarem a sua sinergia artística, social e educativa de nome efervescente “Pontes em Movimento”.
2 Fev a 17 Fev 2026
Quando o circo se encontra com a dança contemporânea
Tudo começou com um convite. Assim nascem os melhores encontros. Foi o que fez Ernesto Nambera, o reconhecido coreógrafo, bailarino e mediador cultural da Companhia de Dança Contemporânea da Guiné Bissau, a Pedro Correia, diretor artístico da Nuvem Voadora: “Existe um talento físico excecional e uma agilidade natural nas camadas mais jovens, mas que muitas vezes carece de técnica de segurança e de uma plataforma de profissionalização”, vamos, em conjunto, transformar esta “acrobacia de rua” em “arte performativa”? Pedro não hesitou em dizer que “sim” a semear a linguagem do circo num território ainda árido de artes circenses, como é o dos PALOP. A Nuvem Voadora segue, assim, para a primeira fase deste intercâmbio, que aspira a um movimento contínuo entre Portugal e Guiné-Bissau, entre o circo e a dança contemporânea, entre artistas e as comunidades.
Dois países, duas linguagens, um horizonte artístico
Durante as duas primeiras semanas de fevereiro, a Nuvem Voadora irá capacitar os bailarinos do Grupo de Dança Contemporânea da Guiné-Bissau (GDCG) e a comunidade de jovens guineenses com a espontaneidade e a poesia do clown e técnicas circenses, num workshop que culminará num espetáculo que irá desfilar, no dia 16 de fevereiro, no Carnaval de Bissau. Na segunda fase do projeto “Pontes em Movimento”, será a vez da Nuvem Voadora receber, em Maio, o GDCG e comunidade participativa, numa residência artística que aprofundará os saberes partilhados no país africano. Mais amadurecido, o espetáculo será apresentado, pela segunda vez, na 4ª edição do PicNic Circus, evento que celebra o circo em todo o seu esplendor.
Quando a arte se transforma num lugar de encontro e numa partilha de valores como a liberdade de expressão, igualdade de participação e valorização da cultura de cada artista, nascem pontes em movimento como relações necessárias e urgentes entre duas culturas tão distintas e, ao mesmo, tempo tão próximas, como a portuguesa e a guineense. Tendo em conta a história em comum, urge criar novas linguagens que sarem a memória dos oprimidos e dos opressores. “Pontes em Movimento” transporta a Arte como um lugar humanista, uma plataforma comum, onde não existem fronteiras, bandeiras, deus ou pátria.
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