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Exposições

Latíbulo, onde os deuses se escondem

Exposição de Luís Canário Rocha com curadoria de Helena Mendes Pereira na Sociedade Martins Sarmento em Guimarães.

7 Fev a 12 Abr 2026

Sociedade Martins Sarmento
R. Paio Galvão 2, Guimarães
Luís Canário Rocha (Portugal, 1986) vive e trabalha em Guimarães – sempre a partir de Guimarães. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e traçou, desde o primeiro dia, um caminho de resistência às enormes dificuldades de uma vida de artista plástico.

Ao longo dos últimos anos, tem sido especialmente ativo em projetos no campo das artes do palco, adquirindo uma visão 360º do espetáculo, assumindo papéis como ator, produtor, encenador e, em especial, como cenógrafo. A cenografia trouxe à sua prática artística outro espaço de liberdade: do pintor que passou a recolector de resíduos de madeira e a construtor de objetos tridimensionais, chegamos ao artista que ocupa o espaço e se expande, integrando nas suas obras novos materiais e tecnologias, que vão do som à luz ou à performance.

Luís Canário Rocha pensou uma exposição que trabalhasse em contágio com o edifício da Sociedade Martins Sarmento e que absorvesse o ADN arqueologia que lhe é próprio. Neste sentido, “Latíbulo, onde os deuses se escondem” é uma espécie de retrospetiva, também processual, que se desenvolve a partir dos princípios da cenografia, mas com o objetivo da construção de um dispositivo narrativo para exibir a sua pintura. Na visão do artista, “Latíbulo” ajuda a escrever a metáfora de uma sociedade desigual em que a luta de classes continua a imperar, uma sociedade da falácia do mérito e do elevador social e em que os jogos de poder perpetuam privilégios e hierarquias. No conjunto de obras que se instalam na Sociedade Martins Sarmento, imperam as referências ao quotidiano, por um lado, e aos jogos simbólicos de poder, por outro.

O artista veste a pele do arqueólogo do quotidiano e antecipa as formas e os conteúdos das descobertas do futuro.
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