Exposições
Exposição de fotografia "Pejão… 20 Anos Depois" e apresentação do livro homónimo de Pereira Lopes
"Pejão… 20 Anos Depois", conjunto de belíssimas fotografias não só daqueles que trabalharam no fundo da Mina, mas também de outros que a ela estão indelevelmente ligados, que são fruto da sua estrutura sociocultural e para quem hoje o legado mineiro tem um valor, sobretudo, enquanto memória coletiva.
21 Fev a 17 Abr 2026
Curadoria de Verónica Teixeira Pinto.
A exposição estará patente ao público até ao dia 17 de abril de 2026.
"As Minas do Pejão começaram a funcionar em 1886. Fecharam a 31 de dezembro de 1994, após ter sido deliberado o seu encerramento em 4 de outubro de 1990.
20 anos após o fecho, fui à procura do património humano. Dos homens e mulheres que lá trabalharam.
Quem eram? Qual era a sua função na empresa? 20 anos volvidos, o que fazem?
Dos retratados ouvi histórias e lamentos e vi reencontros. E vi também algumas lágrimas, pelo estado em que, 20 anos depois, foram encontrar as “suas” minas.
Alguns nunca mais lá tinham entrado desde que fecharam!!!
A fotografia também se faz de histórias, lamentos, reencontros e lágrimas."
Pereira Lopes
Seguindo o destino das Minas de São Pedro da Cova ou das Minas de Lenhite de Rio Maior, as Minas do Pejão viram os seus portões fecharem-se nos últimos dias de 1994. Ao longo de 108 anos de atividade contínua, esta foi a mais importante exploração de carvão da chamada Bacia Carbonífera do Douro, assumindo-se como a principal referência identitária, não só do concelho de Castelo de Paiva, mas de toda a região. O encerramento das Minas foi dramático, lançando centenas de pessoas no desemprego, numa zona deprimida, que vivia à custa da mina e onde não havia mais nada. Vinte anos volvidos sobre o fecho das minas, o fotógrafo avintense Pereira Lopes embarcou num projeto pessoal de recuperação de histórias e memórias, ao encontro da “família do Pejão”. Foram dez meses de preparação, aos quais se juntaram outros tantos de trabalho de campo, daí resultando “ Pejão… 20 Anos Depois”, conjunto de belíssimas fotografias não só daqueles que trabalharam no fundo da Mina, mas também de outros que a ela estão indelevelmente ligados, que são fruto da sua estrutura sociocultural e para quem hoje o legado mineiro tem um valor, sobretudo, enquanto memória coletiva.
Pereira Lopes nasceu no Porto, a 1 de Outubro de 1955. Naquela época, os avintenses começavam a nascer fora de portas. Ao fim de 11 dias, já recuperado do nascimento, foi viver para Avintes. Até hoje.
O interesse pela fotografia começa aos 16 anos, quando ainda frequentava a Escola Industrial e Comercial de Vila Nova de Gaia e a revista “Amateur Photographer” era de leitura obrigatória.
Começa a fotografar, de forma sistemática, em 2005. Em 2007, faz um Curso de Fotografia, no IPJ do Porto com Miguel Ferraz. Em 2008, é convidado pelo Instituto Português de Fotografia, a participar no livro “Olhares”.
Em Fevereiro de 2011, participou na sua primeira exposição colectiva, a convite de Victor de Almeida, responsável pela Galeria Olhos d`Arte, no Porto. A primeira exposição individual “Da luz e do olhar”, aconteceu na mesma galeria, em Setembro de 2011.
Em 2014, foi o autor das fotografias do livro “20 Poemas en remanso”, com poesia de Carmen Muñoz Fernandez. Em Outubro de 2015, será editado o livro “… 20 anos depois” com retratos de antigos funcionários das Minas do Pejão.
Já expôs em Portugal, Espanha, França e Chipre. Faz parte do colectivo de fotografia Halo. Organiza o PicNic`Arte.
É o responsável pela organização do iNstantes – Festival Internacional de Fotografia de Avintes.

