Cinema e Vídeo
50º Aniversário TAXI DRIVER
Nesta celebração re-ouvimos a pergunta: You talkin’ to me? ...mas deviamos colocar outra: Estamos a ouvir aqueles que se sentem esquecidos, ou estamos a criar mais Travis Bickle's?
1 Mar 2026 | 16h00
Travis Bickle não era apenas um taxista insone a vaguear por uma cidade decadente. Era o sintoma de algo mais profundo: o sentimento corrosivo de ser invisível. De estar sozinho. De acreditar que o mundo apodreceu, e que alguém precisa de o “limpar”.O mais perturbador?
Travis não se vê como vilão. Vê-se como salvador.
Talvez seja por isso que Taxi Driver continua tão necessário. Porque nos lembra que a solidão extrema pode ser combustível político. Porque questiona a linha ténue entre marginalização e radicalização.Nesta sessão commemorativa, celebramos não apenas a obra-prima cinematográfica que é Taxi Driver, mas também a sua longevidade como comentário social, a sua capacidade de falar às nossas ansiedades mais profundas e a sua coragem em confrontar um espectro cultural que ecoa de 1976 até aos nossos dias.
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