Dança
"Terra Chã - onde o corpo se deita no silêncio"
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), no âmbito de uma coprodução com o Cinema -Teatro Joaquim d’Almeida, estreia, no Montijo, a nova criação de Nélia Pinheiro, desenvolvida a partir da obra Terra Chã, criada em 2016.
11 Abr 2026 | 16h30
A peça preserva o seu núcleo: a atenção à terra, à voz dos homens e às forças que moldam o modo de viver no Alentejo. O olhar coreográfico de Nélia Pinheiro constrói-se a partir de contrastes entre gesto e suspensão, coletivo e isolamento, densidade rítmica e vagar, num trabalho que parte da escuta do corpo, da respiração e das tensões de quem habita o território.
Os sonetos de Florbela Espanca mantêm-se como eixo de pensamento e composição, orientando a relação entre palavra e movimento e reforçando a ligação à herança cultural alentejana. A paisagem sonora articula música de Ólafur Arnalds com modas do Cante Alentejano, a que se junta a estrutura de composição de Gonçalo Almeida Andrade, ampliando a escuta do território e as leituras possíveis da obra.
A criação reúne seis intérpretes, integrando novas linguagens físicas e renovando a dinâmica de grupo. José António Tenente assina os novos figurinos e Paulo Graça retoma o desenho de luz.
Esta nova criação responde à necessidade de preservar e transmitir repertório, mantendo disponível para novos intérpretes e públicos uma obra central no percurso artístico da coreógrafa Nélia Pinheiro e da CDCE. Ao reconfigurar Terra Chã, a companhia reafirma uma linha de criação centrada em identidade, território e memória e abre um novo ciclo de circulação.
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Évora.

