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Exposições

Politécnico de Setúbal inaugura exposição sobre censura com espólio único do Arquivo Ephemera

Inauguração, no dia 26, conta com a presença do historiador José Pacheco Pereira

26 Mar 2026  |  17h30

Escola Superior de Educação (átrio)
Campus do IPS, Estefanilha, Setúbal
Preço
Entrada livre
O Politécnico de Setúbal (IPS) acolhe, no próximo dia 26 de março, a abertura da exposição “Proibido por inconveniente – Materiais da censura do Arquivo Ephemera”, dedicada à compreensão histórica e crítica da censura em Portugal durante o Estado Novo.

A inauguração, no átrio da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), pelas 17h30, conta com a presença do historiador José Pacheco Pereira, fundador do Arquivo Ephemera, um dos maiores e mais relevantes arquivos privados de Portugal e da Europa.

Partindo da conhecida máxima de Salazar, “Só existe aquilo que o público sabe que existe”, a exposição, resultante de uma parceria entre o Arquivo Ephemera e as Bibliotecas do IPS, evidencia como a censura moldou a informação disponível ao país, condicionando o que podia ser visto, lido, ouvido ou debatido no espaço público.

Concebida como uma mostra extensiva, o conjunto apresenta sobretudo a censura oficial exercida sobre jornais e livros, núcleo central da ação censória do regime. A estes materiais somam-se exemplos de controlo exercido noutros meios, como cinema, rádio e música, permitindo um retrato abrangente dos mecanismos que limitaram, durante décadas, a liberdade de expressão.

No contexto académico desta apresentação, destacam-se ainda exemplos de resistência à censura, revelando estratégias de autores, jornalistas, artistas e editores que procuraram contornar as restrições impostas. A mostra integra também alguns casos, não sistemáticos, de censuras contemporâneas noutros países, bem como uma seleção de trabalhos jornalísticos e académicos dedicados ao estudo deste fenómeno.

Num período em que nos aproximamos de mais um aniversário da Revolução de Abril, esta é uma iniciativa “com uma clara intenção pedagógica: mostrar o que é a Liberdade, pela sua negação”, explicam os promotores. A exposição está aberta a toda a comunidade académica e público em geral, num convite a revisitar o passado e a refletir sobre a importância da liberdade de expressão e do acesso à informação numa sociedade democrática.

A mostra fica patente até 30 abril, podendo ser visitada nos dias úteis, entre as 08h00 e as 22h30, e aos sábados, entre as 08h00 e as 18h00.
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