Formação
Presença no mundo algorítmico: Corpo, Performance e Casting
Workshop para atores profissionais e estudantes de artes performativas com Maurílio Mangano.
17 Jun a 19 Jun 2026
Quarta e quinta 10h às 19h (1h de pausa)
Sexta 10h às 4h
20h
300€ (valor normal)
120€ (valor com apoio GDA)
Este workshop tem o apoio da Fundação GDA e temos 10 vagas disponíveis para cooperantes.
Máximo 14 alunos
Este workshop foi concebido como um espaço de pesquisa, mais do que uma formação puramente técnica. Explora um dos momentos mais frágeis e, frequentemente, ignorado da vida profissional de um actor: a audição/casting.
A sala de casting é um território de fronteira – um espaço entre a presença e a selecção, entre o encontro humano e sistemas algorítmicos. É frequentemente percepcionado como estéril ou padronizado, mas, ainda assim, permanece com um espaço de possibilidade, no qual o gesto, a voz e o olhar ainda podem ser habitados como um território vivo, um território de expressividade.
A câmara é abordada não como um filtro, mas como uma lente.
A self-tape é abordada como um espaço criativo e não como um requisito da indústria.
O casting transforma-se numa relação e não numa avaliação.
Este workshop foi pensado para actores que trabalham entre linguagens, culturas e sistemas de produção diversos, navegando o mercado local, produções internacionais e plataformas globais. O foco é aprender a manter uma presença diferenciada e individualizada, enquanto nos movemos através de estéticas, culturas e códigos profissionais diferentes
Dia 1 – Presença e Limiar
– O casting como espaço de transição
– Corpo, respiração, olhar e o primeiro contacto com a câmara
– Entrar e sair de cena: intenção, consciência, enraizamento
– Presença versus Performance
Dia 2 – A gramática do casting
– Voz, ritmo, quietude e micro-movimento
– Enquadramento, distância, linha do olhar e consciência espacial
– As diferenças entre representação num palco, num plateau de cinema ou numa sala de casting
– A câmara como parceiro e não observador
Dia 3 – A self-tape como arte criativa
– A técnica como uma ferramenta expressiva e não um constrangimento
– A self-tape como autorretrato performativo
– Trabalhar com a luz, o espaço e ferramentas de produção minimalistas
Dia 4 – Texto, estilo e linguagens da indústria
– Análise de cenas e a camada “invisível” (subtexto, tensão, ausência)
– Representar nas diversas culturas de produção: cinema de autor, televisão, projectos para streaming
– Adaptação aos vários formatos sem perder identidade
– Última sessão de trabalho e reflexão colectiva
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