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Festivais

Temps d'Images 2026 - maio, junho, outubro

A 24.ª edição do Temps d’Images começa a 21 de maio, em Lisboa, e decorre até 31 de outubro, apresentando 14 obras, das quais cinco em estreias absolutas, numa programação que propõe um percurso onde a memória, a intimidade e a imagem se entrelaçam como matérias instáveis, em constante reinvenção.

21 Mai a 31 Out 2026

Lisboa
Em 2026, o Temps d’Images integra cinema, performance, teatro, instalação e dois Estaleiros – encontros inéditos entre artistas de diferentes linguagens. A programação reúne obras que materializam propostas temáticas, conceptuais e estéticas diversas, funcionando como um refletor da multiplicidade, da complexidade do mundo e das idiossincrasias dos tempos inquietos que se vivem.

Em Quando os Anjos Falam de Amor (21, 22, 23, 24, 27, 28 e 29 de maio), Henrique Furtado Vieira, Catarina Vieira, Leonor Mendes e Sérgio Diogo Matias entram em casas privadas previamente inscritas para uma performance-ritual dirigida a um máximo de seis habitantes. A obra convoca presenças invisíveis da intimidade, como lutos, memórias e sonhos, e abre espaço à escuta e à imaginação coletiva. Incursões anteriores deram origem ao documentário homónimo de Maria João Guardão, apresentado em ante-estreia a 31 de maio, na Duplacena77.

No Planetário de Marinha, Alex Cassal põe-nos a olhar para o céu durante uma hipotética viagem no tempo conduzida por Marco Mendonça em Hotel Paradoxo, uma experiência que cruza teatro, cinema e astrofísica, a 21, 22 e 23 maio.

A partir de fragmentos de diários, memórias e registos VHS, Rafa Jacinto e Carolina Cunha e Costa estreiam Duas Ratas a 22 maio, com nova sessão no dia seguinte, na Rua das Gaivotas 6. A obra evoca a arte japonesa do kintsugi para reparar noções de casa e identidade e questionar papéis de género e restrições impostas às mulheres, como na escrita de Beatrix Potter.

“Como estará o passado no futuro?” é a pergunta que faz Pele Nómada, um road movie realizado por João Fiadeiro e Aline Belfort, que acompanha o percurso de Fiadeiro pelos espaços que a REAL ocupou na viragem do milénio, registando rituais de despedida e reencontro a caminho do arquivo do seu espólio em Serralves. Uma reposição em Lisboa em sessão única a 25 de maio, no Cinema Ideal.

Também em diálogo com o passado, Tiago Cadete apresenta Souvenir, a 28 e 29 de maio, no Teatro Ibérico, onde investiga a história da migração da sua família paterna para França na segunda metade do século passado.

A 29 e 30 de maio, na Rua das Gaivotas 6, Bibi Dória revisita Copacabana Mon Amour, filme experimental de Rogério Sganzerla censurado no Brasil dos anos 1970. No solo Cão de sete patas mergulha no universo onírico da personagem principal, fundindo cinema, performance, ficção e documentário.

Urso Pardo, que estreia Retroceder a 30 e 31 de maio, no CAL – Centro de Artes de Lisboa, reflete sobre o próprio trajeto do grupo e sobre a construção coletiva de uma ideia de teatro para explorar novas possibilidades de caminho futuro numa ficção que questiona se a memória pode ser mais real do que a própria realidade.

Em Ao longe, o fim do mundo, do coletivo Retorno Contínuo, com texto das irmãs Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas, um grupo tenta provar que a Terra é plana. No percurso da hipótese à verificação questiona-se se a ciência ainda é suficiente para explicar o mundo ou se devemos, como os terraplanistas, pôr em causa os nossos próprios sistemas de crença. A 5 e 6 de junho, no Teatro Ibérico.

Também a 6 de junho, com nova sessão no dia seguinte, e inspirado na obra do realizador Rainer Werner Fassbinder, o coletivo SillySeason celebra no palco do Centro Cultural de Belém um dos grandes gritos pelo direito fundamental ao amor. O título do espectáculo, O direito do mais fraco à liberdade, aproxima-se do nome do filme de Fassbinder, substituindo a palavra “forte” por “fraco”.

Em outubro, regressam os Estaleiros - rizoma inicial do Temps d’Images -, em duas edições onde se afirma explicitamente o risco e a experimentação como motores da criação, com o resultado dos encontros entre Andreia Farinha e Leonor Teles e entre Joana Manuel e João Nicolau, uma exposição/instalação fruto da colaboração entre a Plataforma285 e a EMERGE e uma instalação imersiva de Filipe Baptista e Sara Abrantes.

Mais informação e bilhetes em tdilisboa.com
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