Exposições
Exposição «Como habitar o tempo» - apresentado pelo Programa Convergente Anozero’26
Integrada no Programa Convergente do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a exposição «Como habitar o tempo», de Nuno Sampaio, propõe uma reflexão sobre a relação entre matéria, tempo e condição humana.
12 Abr a 3 Jul 2026
Partindo de uma questão central - como habitar o tempo sendo este simultaneamente permanência e desaparecimento, a exposição constrói-se como um espaço de suspensão e contemplação, recusando respostas fechadas. As imagens apresentadas exploram a coexistência entre matérias, tempos e corpos, afastando-se de narrativas lineares ou representações convencionais da paisagem.
A pedra, a água e o corpo humano emergem como elementos centrais, entendidos enquanto superfícies sujeitas ao desgaste, à erosão e à transformação contínua. Neste território de tensão, não há hierarquias nem funções simbólicas fixas, mas antes uma investigação sensível sobre a condição humana enquanto continuidade da matéria.
O trabalho de Nuno Sampaio propõe, assim, uma reflexão sobre o tempo como experiência instável, onde permanecer não implica imobilidade e desaparecer não significa ausência. A exposição convida o público a habitar esse intervalo, explorando as relações entre presença, transformação e memória.
Inserido no Programa Convergente, este projeto contribui para a construção de um espaço de diálogo entre instituições culturais, artistas e comunidade, reforçando a diversidade de práticas e abordagens que atravessam o Anozero’26.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

