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Galeria Fundação Amélia de Mello, na Universidade Católica, acolhe exposição "O que (não) nos escapa"
A Galeria Fundação Amélia de Mello, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, apresenta até 22 de junho a exposição “O que (não) nos escapa”, que reúne obras de nove artistas pertencentes à Coleção do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian.
6 Mai a 22 Jun 2026
Com curadoria dos alunos do seminário de Práticas Curatoriais do Mestrado e Doutoramento em Estudos de Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Católica, a mostra propõe uma reflexão sobre as múltiplas dimensões da fragilidade – estrutural, pessoal e friccional.
Emily Wardill, Fernão Cruz, Gabriela Albergaria, Manuel Botelho, Margaret Benyon, Maria Altina Martins, Maria Antónia Siza, Miguel Palma e Yonamine são os artistas representados, cujas perspetivas convidam a reconsiderar a fragilidade como uma força de revelação daquilo que escolhemos preservar, deixar morrer ou reconstruir. Acima de tudo, “O que (não) nos escapa” pretende ser um convite à pausa, ao olhar atento e a compreender o que nos rodeia com mais leveza, num contexto de mudança contínua.
“O que (não) nos escapa” realiza-se no âmbito do protocolo de colaboração entre o CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian e o programa académico internacional The Lisbon Consortium.
“Uma das iniciativas mais importantes do The Lisbon Consortium é capacitar os alunos para proporem não só iniciativas orientadas para a investigação, mas também iniciativas curatoriais, como esta exposição, que é comissariada pelos alunos do programa”, explicou a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, na inauguração da mostra.
“Temos uma cena artística incrível em Portugal e em Lisboa, e a galeria que temos no coração da universidade reuniu, nas suas iniciativas e exposições, muitos desses artistas, seja em exposições individuais ou coletivas. É também uma galeria que acolhe artistas internacionais”, sublinhou.
Esta exposição integra a iniciativa Cultura@Católica, cuja missão é promover a articulação entre as artes e as diversas áreas científicas e aliar a cultura e a expressão artística à experiência académica, procurando estimular a criatividade na produção de conhecimento.
“A forma como definiram o título da exposição é muito interessante porque um dos desafios que temos nos museus é o de atrair o público para lhe dizer que pode ter uma experiência realmente significativa ao entrar num edifício e olhar por algumas dezenas de segundos, para uma imagem, um objeto ou apenas uma ideia”, apontou, por sua vez, o Diretor do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Sérgio Mah.
A exposição tem entrada gratuita e pode ser visitada todos os dias úteis, entre as 14h00 e as 17h00, no piso 1 do edifício da Biblioteca Universitária João Paulo II. Não é necessário fazer marcação e, caso se pretenda, é possível agendar a visita noutro horário e obter informações adicionais através do email cultura.sede@ucp.pt.

