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Museu de Portimão apresenta a exposição "Uma Poética Resistente"

Uma mostra que vai evidenciar e dar a conhecer olhares de artistas como os portimonenses Margarida Tengarrinha e Querubim Lapa, mas também outros nomes de relevo como José Dias Coelho, Júlio Pomar, Maria Barreira, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Júlio Resende, Sá Nogueira, Cipriano Dourado, Jorge de Almeida Monteiro e João Hogan, entre muitos outros.

Maternidade, de Margarida Tengarrinha

17 Mai a 30 Ago 2026

Museu de Portimão
Rua D. Carlos I, Zona Ribeirinha, 8500–607 Portimão

A exposição “Uma Poética Resistente” é inaugurada no próximo domingo, dia 17 de maio, às 16h00, concretizada no âmbito de uma parceria cultural do Museu do Neo-Realismo, numa iniciativa integrada nas comemorações do 18.º aniversário do Museu de Portimão.

Será, aliás, neste equipamento cultural portimonense, que ficarão patentes cerca de 60 obras, de variados géneros de arte, para que sejam dadas a conhecer ao público. Com curadoria de David Santos, diretor científico do Museu do Neo-Realismo, as peças são originárias da coleção daquele equipamento, situado em Vila Franca de Xira.

Em Portimão, o Museu que abriu em 2008 e conta com um percurso de 18 anos de dedicação à comunidade, à sua evolução histórica, à preservação da sua identidade social e cultural, receberá pela primeira vez no Algarve, um relevante e diversificado conjunto de pinturas, desenhos, gravuras e fotografias do período neorrealista português.

Uma mostra que vai evidenciar e dar a conhecer olhares de artistas como os portimonenses Margarida Tengarrinha e Querubim Lapa, mas também outros nomes de relevo como José Dias Coelho, Júlio Pomar, Maria Barreira, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Júlio Resende, Sá Nogueira, Cipriano Dourado, Jorge de Almeida Monteiro e João Hogan, entre muitos outros.

As perspetivas destes autores retratam a realidade social de um país pobre, a defesa de um humanismo crente na construção de um mundo melhor, entre promessas de transformação, poéticas resistentes e uma esperança no poder da arte, na qual era ambição que os mais desfavorecidos tivessem uma oportunidade nas suas vidas.

É um retrato da época que marca o movimento neorrealista, desenvolvido, em Portugal, durante o Estado Novo, mais precisamente de meados dos anos 30 até ao final dos anos 50 do século passado.

Estes artistas, na sua fase neorrealista, deixaram uma obra que, naquela altura, era semelhante a uma declaração de "amor ao povo". Eram uma verdadeira denúncia das dificuldades e sofrimentos, sem esquecer uma atenção lírica aos seus costumes, desejos, ambições.

Faziam-no longe das “figuras de autoridade” e do controlo sobre os significados da arte, que tinham em vista a perpetuação dos poderes instituídos que as políticas oficiais dos regimes ditatoriais da Europa pretendiam.

A exposição “Uma Poética Resistente” deixa esses olhares à vista dos visitantes, recordando sentimentos e evidenciando o sentido humanista e interventivo de uma resistência artística, numa época particularmente difícil da história portuguesa.

Será inaugurada numa data especial para o Museu, quando perfaz 18 anos, e poderá ser visitada todas as terças-feiras, das 14h30 às 18h00, e de quarta a domingo, entre as 10h00 e as 18h00, até 30 de agosto. No entanto, entre 15 de julho e 31 de agosto, o horário do Museu altera-se para se adaptar à época estival, com horário mais alargado, estando aberto de terça-feira a domingo, das 15h00 às 23h00.

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