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Programa Convergente Anozero’26 apresenta performances participativas na cidade

Integradas no Programa Convergente Anozero’26 — Experiências sensoriais e participativas, as performances «O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo», de Malu Patury, e «Our House», de Gil Mac, propõem experiências de relação, memória e participação no espaço urbano.

23 Mai 2026  |  11h30

Praça 8 de Maio
3004-007 Coimbra
Preço
Entrada livre
No âmbito do Programa Convergente Anozero’26 - Experiências sensoriais e participativas, o dia 23 de maio apresenta duas propostas performativas que convocam o público para experiências de encontro, escuta e relação com o espaço urbano.Às 11h30, a Praça 8 de Maio acolhe a performance participativa «O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo», de Malu Patury. A proposta parte da ideia do corpo enquanto espaço de atravessamento e relação, recusando a separação entre indivíduo, paisagem e comunidade. Através de gestos simples de interação, contacto e composição coletiva, os participantes são convidados a corporificar uma cartografia efémera construída em tempo real.Integrando materiais simples e práticas de encontro, a performance ativa uma experiência partilhada onde o corpo surge como território de relação, escuta e transformação. Mais do que uma ação performativa, a proposta afirma-se como um exercício de presença coletiva e de construção sensível do espaço comum.Ainda no mesmo dia, às 18h00, com saída do Largo do Poço, Gil Mac apresenta «Our House», um percurso performativo que cruza memória autobiográfica, arquivo fotográfico e espaço urbano. Desenvolvida a partir de intervenções realizadas anteriormente na Baixa de Coimbra e de uma nova ação na casa da avó do artista, a performance propõe um itinerário sensorial e afetivo pela cidade.Entre documento, ficção e presença, «Our House» reinscreve memórias pessoais no espaço público, convocando o público para uma experiência de proximidade, deslocamento e escuta. Através da relação entre imagem, narrativa e território, a proposta reflete sobre as formas como as memórias individuais se inscrevem e transformam os lugares que habitamos.Entretanto, continuam também patentes várias exposições integradas na programação do Anozero’26. Na Fundação Bissaya Barreto podem ser visitadas «Como Habitar o Tempo», de Nuno Sampaio, com curadoria de Lia Cachim, e «CUIDADORIA: abraçar, constelar, outrar», com curadoria de Ana Rito e Hugo Barata. No Seminário Maior de Coimbra permanece «Fight Lookism», exposição coletiva com curadoria de Daniel Madeira. Na Baixa da cidade continua «Ofícios do Olhar», intervenção instalativa de Miguel Silva nas montras do comércio local. Já no Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra pode visitar-se «Os Trópicos Têm Poros», de Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo.Através destas iniciativas, o Programa Convergente do Anozero’26 reforça a criação de experiências artísticas participativas e relacionais, promovendo práticas que aproximam arte, território e comunidade.A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026. Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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