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Exposições

Beco apresenta AntiLike na ZET Braga

Alberto Rodrigues Marques (PT, 1995) apresenta-se em 2026 como Beco, propondo-nos, nesta exposição, um corpo de trabalho em que se afirma como um artista experimental, que constrói a partir do exercício do corpo e da mente sobre as matérias. 

22 Mai a 11 Jul 2026

Zet Galeria
Rua do Raio, 175 B 4710-923 Braga
Preço
Entrada livre
Para o artista, este é um momento de viragem, de explorar novos caminhos e afastar-se do Academismo. “Não me é possível falar do Beco sem recordar um tempo longo em que tive oportunidade de o acompanhar, desde a sua formação académica (licenciatura e mestrado), na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, passando pelos vários anos em que a ZET, galeria de arte, foi o seu lugar de estágio de Verão; até ao dia em que, a propósito desta exposição, me disse que este era o momento em que pretendia desvincular-se dos pressupostos do academismo em que se construiu e iniciar um tempo de profundo questionamento das instituições e de todo o sistema da arte”, explica a curadora e diretora geral da ZET, Helena Mendes Pereira.

Integrado no sistema de bolsas a artistas do dstgroup ao longo dos últimos anos, Beco termina este ciclo com duas exposições: a primeira, na ZET em Braga, que inaugura dia 22 de maio, pelas 18 horas, e se prolonga até 11 de julho, seguindo, depois, em setembro para a ZET em Lisboa, situada na Rua da Prata, 175.

Para a curadora, “AntiLike é sobre a capacidade e o poder de dizer “não” e de se conseguir construir um caminho não dependente de validação constante, um caminho de verdadeira Liberdade. E, apenas por isto, Beco é um (jovem) artista notável, que no seu enquadramento geracional apresenta, desde o primeiro momento, uma densidade conceptual e uma profundidade simbólica pouco habituais. É um manifesto, uma recusa e um movimento em contraciclo com a epidemia da dependência da imagem pública e da validação em grande escala. É um grito, uma libertação. E foi na sequência da compreensão desse grito que decidimos que a museografia da exposição trabalharia o tema da escala e da ironia com as formas clássicas de apresentação e contemplação das obras de arte. Montámos uma caixa branca cheia de monos em que os objetos são apresentados enquanto se recusam ao consumo doméstico, à decoração de interiores”, defende.
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