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Exposições

Visitas guiadas à exposição "No Rasto de Luís Camões"

Poucos autores terão deixado um rasto tão longo e tão profundo na memória coletiva como Luís Vaz de Camões.

26 Mai a 29 Mai 2026

Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande, 83, 1749-081 Lisboa
Preço
Entrada livre
Os primeiros usos coletivos da biografia e da obra camonianas datam do início do século XVII, do tempo da Monarquia Dual. Aos olhos dos primeiros biógrafos do poeta, Os Lusíadas apareciam como um símbolo, as façanhas narradas eram prova da vocação heroica de Portugal e Luís de Camões era o representante das virtudes desejadas para a pátria anexada.

A associação entre a figura de Camões e Portugal deixou um longo rasto na memória cultural. A plasticidade do mito camoniano e a imprecisão dos contornos históricos da personagem sobre a qual este foi sendo construído parecem ter garantido a longevidade da sua memória.

Ao longo do século XX, por exemplo, Luís de Camões e a sua poesia foram apropriados por forças políticas e por ideários antagónicos: representantes do Estado Novo sugeriram leituras ditatoriais, neocolonialistas e misóginas dos seus versos, enquanto os seus opositores adaptavam os poemas camonianos a letras de canções contestatárias que reclamavam a liberdade e anunciavam a Revolução.

O rasto deixado por Luís de Camões parece indicar que cada época criou um Camões à sua medida e cada comunidade de língua portuguesa projeta na sua figura e nas leituras das obras que escreveu as suas próprias dores, anseios e angústias.

A exposição No Rasto de Luís de Camões procura pôr em evidência diferentes aspetos da figura do poeta e dos significados que convoca. Está organizada em quatro núcleos:

Núcleo I: ilustra o problema biográfico, ou seja, a dificuldade em construir uma biografia fidedigna de Luís de Camões a partir de dados e documentos escassos.

Núcleo II: dedica-se ao problema bibliográfico, isto é, a dificuldade em identificar, claramente, o que Camões escreveu.

Núcleo III: Ciência, tecnologia e inovação no tempo de Camões: relatar, medir e experimentar o mundo, recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento que a obra camoniana convoca.

Núcleo IV: Camões na música, sublinha a pujança da produção musical inspirada na biografia e nos versos de Luís de Camões.

Vanda Anastácio
Curadora da exposição

Visitas Guiadas: 
26 de maio | 17h30 | Em torno do livro e da edição | com Tiago Miranda
28 de maio | 17h30 | com Vanda Anastácio
29 de maio | 16h00 | A farmácia de Os Lusíadas | com João Neto

Todas as visitas carecem de inscrição.
Por favor, envie um e-mail para rel_publicas@bnportugal.gov.pt ou telefone para 217982167, 217982424
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