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Académicos

Doce Inferno do Engenho: estudo arqueológico de Praia Melão (São Tomé, sécs. XVI–XVIII)

Apesar do papel pioneiro que São Tomé e Príncipe teve na formação do sistema de plantação atlântico, a sua cultura material permanece pouco estudada e a arqueologia encontra-se numa fase inicial.

16 Jun 2026  |  18h00

Museu de Lisboa - Teatro Romano
Rua de S. Mamede, 3A, 1100-532 Lisboa
Preço
Entrada livre
A palestra, por Maria das Dores Cruz, aborda as origens do sistema de plantação, partindo do sítio arqueológico de Praia Melão – a maior fazenda e engenho de açúcar em São Tomé, ativa entre os séculos XVI e XVIII. Discutir-se-á a urgência da investigação arqueológica, os riscos de destruição do património e o contributo do engenho para a produção açucareira e para o controlo da população escravizada, no contexto do mundo Atlântico.

Sobre Maria das Dores Cruz:
Licenciada em Arqueologia pela Universidade de Coimbra e Mestre em Arqueologia Pré-Histórica pela Universidade do Porto. Doutorada em Arqueologia e Antropologia pela Universidade de Binghamton (Estados Unidos), com investigação centrada na arqueologia e etnoarqueologia africanas, sobretudo na África Ocidental.

Atualmente, desenvolve um projeto de investigação sobre as origens do mundo atlântico e das plantações de açúcar em São Tomé e Príncipe, com um projeto de arqueologia centrado no engenho de Praia Melão (São Tomé e Príncipe). Com especialização científica incidindo sobretudo no estudo cerâmico, em perspetivas arqueológicas e etnoarqueológicas, abrangendo diferentes regiões, incluindo Portugal, África Ocidental e África Oriental.

Para além dos estudos cerâmicos, tem trabalhado em Arqueologia Africana (particularmente períodos coloniais dos séculos XVI a XX), arqueologia e antropologia históricas, cultura material, produção e consumo, e estudos de género. Realizou trabalho de campo em Portugal, Gana, Tanzânia, África do Sul, Moçambique, Barbados e atualmente em São Tomé. Após lecionar nas universidades de Binghamton, College of William & Mary e Universidade de Pretória, é atualmente investigadora no Instituto de Estudos Africanos da Universidade de Colónia.

90 minutos
Todas as idades
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço

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