Exposições
Pianowork 2 - Primeira exposição em Portugal de Ed Atkins
O artista britânico que, em 2025, apresentou uma retrospetiva na Tate Britain, em Londres, transforma agora a galeria Lumiar Cité numa instalação imersiva entre corpo,avatar e emoção digital
20 Jun a 27 Set 2026
20.06 – 27.09.2026
(encerra entre 03.08 e 01.09)
Inauguração: 20.06 às 17h00, com a presença do artista
O Lumiar Cité apresenta Pianowork 2, a primeira exposição em Portugal do artista britânico Ed Atkins, uma das figuras mais influentes da arte contemporânea internacional na reflexão sobre imagem digital, emoção e presença humana.
A par da retrospetiva de meio da carreira apresentada na Tate Britain em 2025, Ed Atkins apresentou exposições individuais na Kunsthaus Bregenz, no Martin-Gropius-Bau, no Castello di Rivoli, no Stedelijk Museum Amsterdam, no K21, no MoMA PS1 e nas Serpentine Galleries, entre muitos outros espaços.
Concebida especificamente para o espaço da galeria, a exposição Pianowork 2 centra-se numa instalação de grande escala que funciona simultaneamente como escultura, arquitetura e ecrã para o vídeo Pianowork 2 (2023). A iluminação da galeria foi calibrada pelo próprio artista, criando uma experiência imersiva em que som, imagem e espaço envolvem o visitante de forma intensa e física.
Nesta exposição um duplo digital do artista interpreta Klavierstück 2 (2001), do compositor suíço Jürg Frey. Para criar esta performance, Atkins utilizou tecnologia de captura de movimentos e digitalização tridimensional do rosto e das mãos, procurando atingir o máximo grau de semelhança possível. O resultado oscila subtilmente entre precisão e falha: uma respiração ligeiramente dessincronizada, um tremor involuntário, um olhar suspenso por demasiado tempo. Pequenos desvios que tornam o avatar estranhamente humano.
A exposição Pianowork 2 revisita questões centrais no trabalho do artista: de que forma atribuímos vida interior a uma figura digital? Como respondemos à representação da dor, da concentração ou da fragilidade? E de que modo as novas tecnologias reativam temas antigos ligados ao retrato, ao luto e à ética do olhar?
Ao longo da última década, Ed Atkins tornou-se conhecido pelas suas animações hiper-realistas geradas por computador, explorando as fronteiras ambíguas entre o humano e o artificial, a intimidade e a simulação, o corpo e a sua representação digital. Os seus avatares digitais, simultaneamente familiares e inquietantes, interrogam a forma como projetamos emoção, consciência e vulnerabilidade em imagens produzidas tecnologicamente.
Como escreveu o autor Ben Lerner, a obra de Ed Atkins cria “oscilações subtis entre o passado e o futuro, o humano e o avatar, a presença e a semelhança, o automatismo e a invenção”.

