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Sessão de autógrafos do livro: "A justificação da tolerância pelos Direitos do Homem - suas contradições e possibilidades"
Tese de doutoramento em Filosofia, feito pelo seu autor na Universidade da Sorbonne, em Paris (França), só agora traduzida e finalmente editada em língua portuguesa.
4 Jun 2026 | 17h00
Este livro analisa as relações entre tolerância e Direitos do Homem, as suas implicações, e se é possível ou não justificar a tolerância pelos Direitos do Homem: se onde há tolerância não há direitos e se onde há direitos não há tolerância. Existem duas alternativas a esta oposição, mas ambas são problemáticas: ou a tolerância torna-se uma obrigação, de modo a conciliar-se com a obrigação de respeito pelos Direitos do Homem (mas, nesse caso, vai contra o significado de tolerância, pois esta é uma atitude facultativa), ou então o respeito pelos Direitos do Homem torna-se uma atitude facultativa, de modo a conciliar-se com a tolerância enquanto atitude facultativa (mas, nesse caso, vai contra o significado de direitos, que implica a obrigação de os respeitar). Assim, se se tolera um indivíduo pelo facto de ele ter direitos, e dado que o conceito de tolerância implica a possibilidade de não tolerar (como condição inerente ao próprio conceito de tolerância), não o tolerar implica a possibilidade de não respeitar os seus direitos.
Como solução, uma conceção não absoluta de Direitos do Homem, e uma outra conceção de tolerância, permitem neste livro concluir que os Direitos do Homem, apesar de tudo, não excluem totalmente a possibilidade da tolerância e, portanto, a eventualidade da conciliação entre os dois. No entanto, os Direitos do Homem têm primazia e, consequentemente, a tolerância, em vez de ser justificada pelos Direitos do Homem, é originada pelos Direitos do Homem, ou seja, não se tolera um indivíduo desde que ele tenha direitos, mas o indivíduo que tem direitos pode eventualmente tolerar outro indivíduo quando este não respeita os seus direitos.

