"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

"Ao longe, o fim do mundo"

A nova criação da Retorno Contínuo - Associação, em coprodução com o CENDREV - Centro Dramático de Évora, chega dias 5 e 6 de junho ao Teatro Ibérico, no festival Temps d’Images, com o terraplanismo como base para uma reflexão sobre verdade, pós-verdade e crenças.

5 Jun a 6 Jun 2026

Teatro Ibérico
Rua de Xabregas, n.º 54, 1900-440 Lisboa
Um grupo de terraplanistas portugueses parte do Porto rumo à Antártida para provar que a Terra é plana. É este o mote da nova criação teatral das irmãs Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas, que deixa uma pergunta: "Será a adequação entre discurso e realidade mais relevante do que as verdades que criamos em conjunto?"

Apoiado pela DGARTES e pela SPA, o espetáculo aproveita os movimentos modernos de terraplanistas para refletir sobre aquilo a que nos agarramos para fazer sentido do mundo, da Ciência às crenças, do populismo às redes sociais. Em cena, um trio de terraplanistas embarca levando consigo uma jornalista, pondo em lugar de destaque o papel atual da verdade - até que ponto é relativizada? Até que ponto é apenas um dos feixes de luz que saem de um prisma que, no fundo, é a realidade?

Ficha artística
texto Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas encenação Leonor W. Carretas produção Gabriela Cavaz realização e operação de vídeo Fábio Coelho cenografia Vítor Freitas desenho de luz Francisco Monteiro sonoplastia Emanuel Botelho interpretação Afonso Santos, Beatriz Wellenkamp Carretas, Joana Pialgata e Vasco Barroso coprodução CENDREV Projeto apoiado pela Direção-Geral das Artes (DGARTES) apoios Terceira Pessoa, Teatro Experimental do Porto, GrETUA, Teatro Oficina, Circolando, Antena 2, Coffeepaste.

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