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Exposições

Nicole Joye mostra “Cenas do Inesperado” em Lisboa

Depois de ter exposto na Universidade do Minho, no âmbito do protocolo da ZET com a Escola de Economia, Gestão e Ciência Política, Nicole Joye chega a Lisboa com um corpo de trabalho mais alargado, em que apresenta as séries “Geometrias Sensíveis”, “Sobreposições cromáticas”, “Tudo é uma questão de decoração” e “Cenas do inesperado”, que dá nome à exposição individual.

9 Jun a 4 Set 2026

ZET Galeria - Lisboa
Rua da Prata, 176
Preço
Entrada livre
Nascida no período de transição para a independência da Tunísia, à época ainda um território francês ultramarino, a artista tem vivido entre Espanha, Canadá, Suíça e França, onde reside atualmente, e é nas suas viagens que encontra os motivos para criar as suas obras.

Para Helena Mendes Pereira, Diretora Geral da ZET e curadora da exposição, “cada fotografia tem uma estória e, no estabelecimento de relações e de pontos de encontro entre as imagens e os públicos, cada uma delas adquiriu camadas narrativas e de interpretação. As obras deixaram de ter apenas o tempo e o espaço em que Nicole Joye as recolheu, mas passaram a somar os pontos de vista e os recortes de imaginação de diferentes públicos”.

O catálogo da exposição “Cenas do inesperado” ("Scènes de l’inattendu", no original, em francês) conta com um texto de Gilles Lipovetsky, filósofo e sociólogo francês, onde afirma que “o que emerge [na obra de Nicole Joye] é uma abordagem livre, errante, resolutamente eclética. Uma prática fotográfica guiada por uma única exigência: partilhar o encanto nascido do encontro com o inesperado. Longe das cenas da vida comum, com os seus pesos, monotonia e anonimato. O que Nicole Joye capta são cenas que partilham um traço comum: surpreendem o olhar e o espírito”. E prossegue: “As suas fotografias não procuram a harmonia nem a necessidade formal, mas antes a falha, a ligeira dissonância, o “acidente” visual: não a composição “clássica”, mas a surpresa e a beleza do estranho. Não procuram estabilizar o olhar numa arquitetura legível, mas surpreendê-lo, deslocá-lo. O que é oferecido ao espectador é sempre único, atípico e permanece para além de qualquer atribuição de verdade: nem verdadeiro nem falso, simplesmente vivido”.
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