Exposições
Exposição de fotografia "Irão, as faces de um país mal amado" de Carlos Lopes Franco e Luís Câmara
Poucos são no mundo contemporâneo os países que despertam sentimentos tão contraditórios como o Irão, tão mal amado por quem tão mal o conhece.
11 Jul a 31 Ago 2026
Curadoria: Verónica Teixeira Pinto
Uma tendente visão Ocidental foca-se numa face mais negra, e até quase sinistra, atribuída ao fundamentalismo religioso reconhecido de imediato, no quotidiano local, pela imposição à população feminina do uso do “hejab” e do “chaddor” potenciando inevitavelmente o Imaginário estético de quem cultiva um olhar a “preto e branco”.
Por outro lado, a atenção do Viajante, que desfruta “in loco” deste indiscutivelmente fascinante País, rapidamente será atraída pelo fantástico colorido dos seus mercados e dos azulejos centenários que cobrem o seu fabuloso património histórico e pelo calor, simpatia e hospitalidade genuínas do seu Povo, que vivendo tempos difíceis, contradiz de forma categórica aquela primeira visão mais negra de um Povo supostamente hostil, fechado na sua rígida carapaça religiosa e desconfiado de quem se mova fora dela. Os sinais destas contradições acentuam-se particularmente nas grandes cidades onde as novas gerações importam via “smartphone” cada vez mais os efeitos da globalização em prol de uma desejada modernidade imbuída de valores próximos das sociedades ocidentais que lhe são tão antagónicas. Embora restringidos publicamente, não deixam de se transformar cada vez mais em actos crescentes de desafio ao regime dos “Ayatollahs”.
O Fascínio do Irão, esse é indesmentível: quer geograficamente do Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, com os grandes desertos do Kavir e Kaluts de permeio; quer demograficamente, da maioria do Povo orgulhosamente Persa à minoria Árabe; quer historicamente, ou não tivesse sido durante vários séculos o epicentro de grandes Impérios desde os Aqueménidas ao Islão passando por Alexandre Magno e ter ainda sido o ponto crucial de passagem de rotas comerciais milenares (seda, especiarias) entre o Oriente e o Ocidente.Por tudo isto uma Viagem.
BIOGRAFIA
Carlos Lopes Franco é natural de Barras-Mafra. É licenciado em Engenharia Mecânica (ramo Termodinâmica). Foi investigador e exerceu a sua profissão na área de energia, nomeadamente em gasificação de biomassa em leito fluidizado e na eficiência energética.
Fotógrafo com publicações em revistas, sites e outros meios de comunicação da especialidade, nacionais e internacionais, desde 2015.
Nomeado várias vezes como fotógrafo do mês, bem como com muitas fotografias, melhores do mês, semana, dia e capa, desde 2019.
Convidado dos programas de televisão “Fotobox” - RTP3, Setembro 2024 e Julho 2018, “Total Photography” - TVI24, Julho 2015 e entrevista na “Rádio Observador”, Dezembro 2020.
Destaque em vários concursos de fotografia nacionais e internacionais, como:
Laureado no “LE PLUS GRAND CONCOURS PHOTO DU MONDE” com a publicação de fotografias nos anos de 2024-25, 2023, 2022, 2021 e 2019,
Vencedor do Prémio Pepe Camara, Concurso Audiovisual da Papa-Léguas, Viagens de Aventuras, com Portefólio Fotográfico “Irão…Surpreender-se”, Janeiro 2024,
Top35 na categoria de "Black and White", no 35AWARDS, Janeiro 2021,
Finalista no 2020 LensCulture Black & White Awards, Dezembro 2020,
TOP do Concurso Emoções do 35AWARDS: TOP 1% Melhores Fotos e TOP 1% Melhores Fotógrafos, Dezembro 2020,
Destaque no jornal "Público", no suplemento online P3, sobre livro “Cuba, Ano Zero?”, Fevereiro 2018,
Distinção de fotografia vencedora em Abril de 2015 na categoria de Saúde concedida pelo Parlamento Europeu.
Entrevistas com fotografias em revistas e sites, no “Shades of Grey Magazine” 23 Abril 2020;“Interview with Carlos Lopes Franco” site Street Photo Club, 31 Maio 2020; “Autor Olhares l Carlos Lopes Franco” Blog Olhares, 27 Fevereiro 2020 e “B&W Soul Vision Portofolio”, 2015.
Realização de exposições individuais e colectivas em diversas galerias de fotografia, no país e no estrangeiro, fruto do reconhecimento que a sua obra tem vindo a conseguir, reflectindo um percurso consolidado assente numa forte perspectiva pessoal e na dedicação abnegada à arte de eternizar situações da vida real.
Autor dos livros editados, “nós, os outros” 2012, “5 dias em Paris”, 2014, “olhar na alma”, 2016 e co-autor com Luís Câmara de “Cuba, Ano Zero”, 2018 e “Irão, as faces de um País mal-amado”, 2020.
https://1x.com/cfranco/overview
https://photoimaginart.com/profile/cfranco
https://www.facebook.com/carlos.lopesfranco
BIOGRAFIA
Luís Câmara (1959, Lisboa) sente desde cedo a vontade de registar aquilo que via e mais o marcava, iniciando a sua actividade fotográfica, de forma mais regular, depois dos 20 anos.
A partir dos anos 90, essa actividade intensifica-se associando-se ao Culto da Viagem, outra sua grande Paixão, que se tem constítuido desde sempre como um dos temas nucleares na sua Fotografia.
Em 2007, adere à Fotografia Digital. Desde então publica regularmente em diversas plataformas digitais e tem privilegiado, acima de tudo, os projectos colectivos ligados à Fotografia, tendo integrado e coordenado os eventos e exposições levados a cabo pelo colectivo de Fotógrafos “Mar de Imagens” entre 2014 e 2015 e participado no EFI “ Encontro Fotográfico Ibérico em Orihuela, Espanha, em 2015. Teve a sua 1ª Exposição a título individual, “Tudo e Todos”, patente em 2016 no CAE da Figueira da Foz e em 2017 no iNstantes, em Avintes.
Sendo amador e autodidacta, as ligações profissionais ás áreas da Engenharia e Arquitectura levam-no também a explorar cada vez mais a Paisagem Urbana, as suas geometrias e grafismos, abstracções e relação com os seus Habitantes, conduzindo-o muitas vezes à mais pura e espontânea fotografia de rua.
Acima de tudo dá importância à Composição que o Momento proporciona, sejam quais forem as relações e elementos que ele combine.
Persegue os seguintes Princípios na sua infindável, difícil e apaixonante Missão enquanto Amador e Amante da Fotografia: Olhar de uma forma Total sobre Tudo e Todos que nos rodeiam neste Fantástico Planeta / “Parar” o Tempo e Ver para além dele / Sentir e “Ouvir” a Essência do Momento na Força do seu Silêncio / Eternizar o irrepetível.

