Teatro
Teatro Nacional D. Maria II reabre em setembro com Macbeth e uma programação de três dias de entrada livre
O Teatro Nacional D. Maria II reabre as portas do seu edifício a 18 de setembro, após uma profunda intervenção de requalificação e restauro que abrangeu diferentes áreas do Teatro.
18 Set a 20 Set 2026
A Temporada 2026/2027 assinala este regresso com Macbeth, numa encenação de Pedro Penim, e com uma programação de três dias de entrada livre que inclui um espetáculo de videomapping, atuações de DJs, visitas ao edifício e diversas outras iniciativas. Ao longo da temporada, o D. Maria II apresenta espetáculos nacionais e internacionais, projetos participativos, iniciativas para escolas e famílias, formações, exposições e atividades de mediação, no Rossio e em diferentes pontos do país.
Entre 18 e 20 de setembro, o público é convidado a habitar novamente o edifício através de uma programação de entrada livre, aberta a toda a cidade, que inclui o espetáculo inaugural Macbeth (18 set – 31 out), de William Shakespeare, com encenação de Pedro Penim. No dia 18 de setembro, a praça do Rossio celebra a reabertura do D. Maria II com um programa que inclui um espetáculo de videomapping da United VJS, que percorre momentos marcantes da história da instituição, e atuações dos DJs ZenGxrl, Beatbombers e DJ Marfox. Nos dias 19 e 20 de setembro, realizam-se visitas ao edifício, cujo percurso integra a exposição 180 anos do Teatro Nacional D. Maria II, com curadoria de Paula Gomes Magalhães. A programação inclui ainda, no dia 20 de setembro, o lançamento da publicação Macbeth e a apresentação do Coro do Recomeço, conduzido pela estrutura artística ondamarela.
Ainda em setembro, Keli Freitas reinaugura a Sala Estúdio com um projeto participativo construído a partir das experiências de vida de pessoas imigrantes que vivem em Lisboa (23 – 27 set). Em outubro, a Sala Estúdio recebe Sumário: Auto da Barca do Inferno (8 – 31 out), espetáculo com direção artística de Raquel Castro, integrado no projeto Próxima Cena, iniciativa de circulação teatral em território nacional. Segue-se Desver (23 – 25 out), de Joana Craveiro, que parte de uma investigação sobre a ocupação da Palestina.
Em novembro, Gonçalo Amorim e Marcio Abreu apresentam Festa (6 – 14 nov), uma criação sobre liberdade, criação coletiva e resistência. O Alkantara Festival regressa ao D. Maria II com Menos de Cão Solteiro & André Godinho (13 – 15 nov) e Quando vi o mar (27 – 28 nov), de Ali Chahrour, espetáculo dedicado às trabalhadoras domésticas migrantes no Líbano. Ainda nesse mês estreia A Cantora Careca (26 nov – 13 dez), de Eugène Ionesco, com encenação de Beatriz Batarda. Em dezembro, o Khashabi Theatre Palestine sobe ao palco com Al-Sirah Al-Hilaliyyah (3 – 4 dez), inspirado numa das grandes epopeias da tradição oral árabe. O mesmo mês acolhe ainda Suplicantes (11 – 13 dez), de Sara Barros Leitão, uma revisitação contemporânea do texto de Ésquilo.
O início de 2027 traz o Foco Lígia Soares, que reúne os espetáculos Memorial (20 – 22 jan), Cinderela (22 – 23 jan), Romance (23 – 24 jan) e DRESSING ROOM (27 – 29 jan). Ainda em janeiro, sobe à cena Barber Shop Chronicles (28 – 30 jan), de Inua Ellams, uma produção internacional que explora as masculinidades negras contemporâneas. Em fevereiro, estreia Pessoas, Lugares e Coisas (6 – 27 fev), de Duncan Macmillan, com encenação de Sara Carinhas. Zia Soares apresenta ISIN MAKEES (12 – 20 fev), espetáculo que aborda temas de memória colonial e reparação histórica. Segue-se Vozes do Rossio (27 fev – 6 mar), documentário coreográfico de Vicente Antunes Ramos construído a partir das histórias de quem habita a praça do Rossio.
Em março, O Fantasma de D. Maria II (12 mar – 17 abr) junta Hugo van der Ding e Martim Sousa Tavares, com encenação de Mónica Garnel, numa viagem pela história do próprio Teatro Nacional. No mesmo mês, Cláudia Jardim encena uma nova criação desenvolvida com os intérpretes estagiários do D. Maria II (17 – 27 mar). O projeto Boca Aberta apresenta Isto é o fim? (6 e 13 mar), Quem vai ao mar (10 e 17 abr) e Quem espera (8 e 15 mai), três textos de Inês Fonseca Santos e Maria João Cruz, criados em colaboração com artistas e estruturas culturais de Lagos, Ourém e Ponte de Lima. A primavera traz ainda Habitar (9 – 30 abr), da companhia Hotel Europa, um espetáculo de teatro documental sobre a crise da habitação em Portugal e na Europa.
Em maio, o D. Maria II acolhe BLUR (7 – 15 mai), criação de Craig Quintero e Phoebe Greenberg; Blackface (20 mai – 5 jun), de Marco Mendonça; e Ajoelha-te e diz-me que me amas (26 mai – 11 jun), criação de Mário Coelho. Ainda em maio, a Sala Estúdio acolhe um espetáculo integrado no FIMFA Lx27 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, e o Festival PANOS tem lugar em Évora, Capital Europeia da Cultura 2027. Já no final da temporada, apresenta-se Navalha na Carne (18 – 26 jun), criação de Àkila a.k.a. Puta da Silva, vencedora da última edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. A programação inclui ainda um espetáculo do Teatro Nacional São João, com uma criação de Victor Hugo Pontes; Pândiga (1 – 4 jul), de Cátia Terrinca e Santi Senso; o regresso do Festival de Almada (9 – 10 jul); e os espetáculos finais da Escola Superior de Teatro e Cinema (14 – 17 jul).
A participação continua a ocupar um lugar central na atividade do Teatro. Nesta temporada, nasce A Última Sexta-Feira, um projeto mensal desenvolvido por jovens artistas e ativistas em torno da crise climática, com coordenação de Alice Azevedo, Cátia Terrinca e Joyce Souza / Segundo as Marias. Prossegue também o programa ATOS, desenvolvido no Funchal, em Lamego, Loulé e São João da Madeira, que integra projetos artísticos participativos e o lançamento de plataformas de participação cultural nestes concelhos. A temporada marca ainda o arranque de Ocupar o Centro, um projeto trienal dedicado à formação, criação artística e empregabilidade de artistas com deficiência.
A temporada integra igualmente uma nova edição da École des Maîtres, um dos mais importantes programas internacionais de formação teatral avançada, este ano conduzido pela encenadora francesa Nathalie Béasse; diversas oficinas, como o projeto Oficinas de Teatro destinado ao âmbito escolar e masterclasses; bem como a entrega do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, que distingue jovens artistas do teatro português.
A programação inclui ainda propostas que exploram novas formas de encontro entre teatro, pensamento e comunidade. É o caso de Que Informação Dramática!, ciclo dedicado à história do Teatro criado por Bárbara Branco e Vítor Silva Costa, e do projeto europeu TRUST – TRUth on STage, que cruza jornalismo de investigação e criação teatral. Ao longo da temporada, haverá ainda novos lançamentos editoriais, entre os quais Carlota Talassi (vol. 1) e uma coleção dedicada a Gil Vicente, bem como visitas guiadas ao edifício.
No evento de apresentação da Temporada 2026/2027, Pedro Penim, Diretor Artístico do D. Maria II, sublinhou a importância deste momento de regresso ao Rossio: “Reabrimos uma casa que celebra 180 anos. Uma casa que atravessou monarquias, repúblicas, ditaduras, revoluções, incêndios, reconstruções e transformações profundas do país. Poucas instituições culturais portuguesas conseguem olhar para trás e encontrar uma história tão longa. Mas uma instituição não vive da sua história. Vive da sua capacidade de transformar essa história em futuro. É isso que procuramos fazer nesta temporada."
Consulte aqui todas as informações sobre os espetáculos e projetos que integram a Temporada 2026/2027 do Teatro Nacional D. Maria II.

