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Festival Cidnay Vale do Ave regressa para a sua 6.ª edição
Entre 10 e 26 de setembro de 2026, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e, pela primeira vez, a Trofa, acolhem a 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave.
10 Set a 26 Set 2026
Promovido pela FAMART Plataforma Artística, o Festival apresenta, nesta edição, 43 iniciativas distribuídas por 24 espaços patrimoniais, culturais e comunitários, envolvendo 55 artistas de 17 nacionalidades e prevendo acolher mais de 3.000 espectadores. Mais do que um festival de música, o Festival Cidnay Vale do Ave afirma-se como uma plataforma integrada de criação e interpretação musical, formação artística especializada e mediação cultural, promovendo o encontro entre músicos de referência internacional, talento emergente e comunidades locais, através de uma programação que cruza tradição e inovação e reforça o papel da cultura como motor de coesão territorial e de valorização da região do Vale do Ave. A edição de 2026 representa também uma nova fase de crescimento do projeto e de reforço da sua dinâmica de descentralização cultural, alargando-se a programação, pela primeira vez, ao Município da Trofa, consolidando a presença do Festival no território do Vale do Ave.
“Na sua 6.ª edição, o Festival Cidnay Vale do Ave afirma definitivamente a sua identidade enquanto plataforma internacional de excelência musical, de descentralização cultural e de encontro entre artistas, comunidades e territórios. O tema da edição, Futuro: Tempo Presente, traduz a convicção de que o futuro se constrói através da cultura e das escolhas e decisões que tomamos hoje. Acima de tudo, queremos provocar a reflexão coletiva sobre o papel da cultura enquanto motor de desenvolvimento humano e torná-la cada vez mais acessível e próxima das pessoas. Esta edição representa também um importante momento de maturidade do Festival, com a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave, a consolidação do Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o reforço da nossa dimensão internacional, sempre com um profundo compromisso com o território que nos acolhe e inspira”, adianta João Álvares Abreu, diretor artístico do Festival Cidnay Vale do Ave.
Entre os principais destaques da programação encontram-se as estreias nacionais de Rothko Chapel, de Morton Feldman (12 de setembro) — uma colaboração entre o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música que dará a ouvir uma das mais emblemáticas obras do repertório do séc. XX —, e de November, de Dennis Johnson — uma experiência artística singular que decorrerá durante a noite, entre as 24h00 do dia 12 de setembro e as 07h00 do dia 13, em contexto museológico, proporcionando ao público uma vivência contínua entre a música, o silêncio e a contemplação.
Destacam-se ainda as participações de a solo Timothy Ridout (13 de setembro) — violetista britânico descrito pelo The Guardian e pela revista Gramophone como um “raro tipo de músico sem o qual é já impossível imaginar o panorama musical” — e de Lucie Horsch — virtuosa flautista neerlandesa que se apresentará em vários momentos do Festival, entre os quais o já emblemático Acordar (19 de setembro) — um concerto ao nascer do sol, ao ar livre, convidando o público a embarcar numa experiência sensorial onde o património natural se torna parte integrante da criação artística.
Os universos do jazz e da música klezmer marcam presença na programação, com João Barradas Trio feat. Jonathan Kreisberg (11 de setembro) — um diálogo privilegiado entre duas das vozes mais criativas do jazz contemporâneo — e Festa Klezmer (18 de setembro) — Trio Dor com a participação especial de Lucie Horsch, numa proposta que cruza tradição, improvisação e virtuosismo no cenário românico do Mosteiro de São Miguel de Vilarinho.
A programação inclui ainda uma seleção de (re)encontros inéditos, concebidos especificamente para esta edição do Festival. No Concerto de Abertura (10 de setembro), a violetista chinesa Wenting Kang e o acordeonista português João Barradas conduzem o público através do universo musical da Catalunha e de Buenos Aires do séc. XX; A 17 de setembro, Máté Sz?cs (Hungria) e Isolda Crespi revisitam algumas das mais brilhantes pérolas do repertório romântico para viola e piano; Lucie Horsch e o cravista francês Justin Taylor propõem um diálogo entre Herança e Reinvenção (19 de setembro); Em Noite Transfigurada (23 de setembro), o aclamado violoncelista sueco Torleif Thedéen junta-se a Mohamed Hiber (França), Raquel Areal Martínez (Espanha), Jano Lisboa (Portugal), Hayang Park (Coreia do Sul) e Alexander Warenberg (Países Baixos) para a interpretação das mais emblemáticas obras do repertório para sexteto de cordas.
A 6.ª edição do Festival culmina num dos momentos mais marcantes da programação — a estreia absoluta da Orquestra Festival do Vale do Ave (25 e 26 de setembro), um novo agrupamento musical constituído, para a ocasião, por 23 músicos, membros de algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, afirmando-se como um espaço de excelência artística, intercâmbio internacional e criação colaborativa.
Verifica-se a maior oferta formativa desde a fundação do Festival, através da Academia do Vale do Ave, que disponibiliza masterclasses em cinco disciplinas instrumentais, orientadas por pedagogos e artistas de reconhecido prestígio internacional, proporcionando oportunidades de aperfeiçoamento a jovens músicos portugueses e estrangeiros.
No domínio da mediação cultural, o Festival reforça significativamente a sua intervenção junto das comunidades através de oficinas musicais para crianças, famílias e seniores, visitas dançadas para crianças e pessoas com deficiência, conversas de sensibilização em contexto escolar, ensaios abertos, soirées musicais e outras iniciativas de proximidade, promovendo o acesso democrático à cultura e a formação de novos públicos.
Desde a sua criação, em 2021, o Festival Cidnay Vale do Ave recebeu alguns dos mais reconhecidos intérpretes da música clássica internacional, entre os quais Mischa Maisky, Nobuko Imai, Noa Wildschut, Torleif Thedéen, Eszter Haffner, Máté Sz?cs, László Feny?, João Barradas e Pedro Carneiro.
A direção artística do Festival é assegurada por João Álvares Abreu, violetista português com carreira internacional, membro da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos. Desde 2021 lidera o desenvolvimento artístico e estratégico da FAMART Plataforma Artística e do Festival Cidnay Vale do Ave.
A 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave conta com o apoio da Fundação “la Caixa” em colaboração com o Banco BPI, dos Municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave — entre outros mecenas e parceiros —, contando ainda com a Casa das Artes de Famalicão como parceiro em coprodução (em parte da programação).
Através de uma programação verdadeiramente internacional, o Festival Cidnay Vale do Ave continua a afirmar o Vale do Ave como um território de excelência artística e cultural, projetando-o muito além das suas fronteiras.
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