Exposições
«2026F020 ou uma cadeira no caminho»
O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) acolhe, no Círculo Sereia, a exposição de Nuno Sousa Vieira, com curadoria de Ricardo Escarduça.
26 Set a 19 Dez 2026
Entre 29 de setembro e 4 de dezembro, estará também disponível o programa Mediação & Convivência Criativa com Escolas e Grupos, de terça a sexta-feira, entre as 9h30 e as 16h00. As visitas têm a duração de uma hora e meia e destinam-se a grupos com um mínimo de seis participantes, mediante agendamento prévio através do formulário de inscrição disponível aqui https://bit.ly/4h4jMHf.
Mais informações sobre a exposição disponíveis no site do CAPC (capcoimbra.org)
Nuno Sousa Vieira regressa assim ao Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, onde apresentou, em 2013, a exposição Uma ateliê, uma fábrica e uma sala de exposição, nem sempre por esta ordem. Em «2026F020 ou uma cadeira no caminho», o artista reúne um conjunto de obras que atravessam os domínios da pintura, do vídeo, do desenho e da escultura, incluindo a intervenção sobre objetos apropriados no seu quotidiano. Obras inéditas convivem com trabalhos existentes e com obras transformadas depois de anteriormente expostas, num procedimento recorrente na sua prática.
Movimento, passagem, transitoriedade, instabilidade e indeterminação são simultaneamente assunto e programa da exposição. O verbo e o gesto assumem nela um papel estruturante, nomeadamente através das ações de duplicar e dobrar, entendidas como formas de investigar o duplo: duplicar enquanto repetição e distinção; dobrar enquanto mostrar e esconder.
A exposição desenvolve-se, assim, em torno de forças que coexistem sem se anularem: o mesmo e o outro, o aqui e o ali, o dentro e o fora, o antes e o depois, o presente e o ausente, isto e aquilo. Entre estas polaridades, surgem brechas, lugares de passagem que convidam quem percorre a exposição a habitar um território de instabilidade e indeterminação.
Este processo prolonga uma investigação que, no trabalho de Nuno Sousa Vieira, se estende do ateliê ao espaço expositivo. Expor não constitui apenas o momento de apresentação da obra: pode também prolongar a sua produção, transformá-la e estabelecer novas relações entre obra, espaço e contexto. Algumas das obras apresentadas remetem, através da sua transformação ou nomeação, para trabalhos anteriores considerados seminais no percurso do artista.
«2026F020 ou uma cadeira no caminho» propõe, deste modo, uma experiência construída a partir do encontro e da possibilidade de transformação. Como afirma Nuno Sousa Vieira, «A arte é o acontecimento entre cada um de nós e o mundo».
A exposição conta com o apoio da 3+1 Arte Contemporânea, do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, da Documenta, da Vasco Collection e da Fundação Carmona e Costa.
Nuno Sousa Vieira (Leiria, 1971) vive e trabalha entre Leiria e Lisboa. É doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho é desenvolvido em estreita relação com o contexto, entre produção e exposição da obra de arte.
De entre as suas exposições mais recentes, salientam-se: Desisto – o que não vejo imagino, 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa (2026); Sem pisar o chão, curadoria de Carolina Trigueiros, Appleton, Lisboa (2025); Canhoto As Zurdo (com Tamara Arroyo), com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues e Virginia Torrente, Kindred Spirit, Lisboa, e Nadie Nunca Nada No, Madrid (2024); Pelo que não se vê, curadoria de Rita Gaspar Vieira, Centro de Arte e Imagem – Galeria do IPT, Tomar (2023); Uma Vida Inteira, curadoria de Ana Rito, Banco das Artes Galeria, Leiria (2021); Bom dia lua, Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, Amarante (2021); Linha Funda, Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2020).
Coleções nacionais e internacionais incluem: PINTA – Latin América, Miami; Museu de Arte Moderna (MAM), Rio de Janeiro; Coleción Navacerrada, Madrid; Vasco Collection, Lisboa; Coleção Teixeira de Freitas, Lisboa; Coleção António Cachola, Elvas; Coleção PLMJ, Lisboa; Coleção Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; e Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português; entre outras coleções públicas e privadas.

