Teatro
"Kung-Fu", um solo autobiográfico sobre o teatro como arte de combate
Espetáculo do congolês Dieudonné Niangouna, com encenação de Renata Portas e interpretação de Pedro Manana, sobe ao palco do Teatro Carlos Alberto de 17 a 19 de setembro.
17 Set a 19 Set 2026
“Para mim representar é um combate. É kung-fu. Um combate contra si mesmo.” É desta premissa que parte Kung-Fu, um solo autobiográfico do dramaturgo, encenador e ator congolês Dieudonné Niangouna que testemunha o teatro como uma arte marcial, uma arte de combate. Nesta encenação de Renata Portas, interpretada por Pedro Manana, o público é convidado a participar no confronto, onde o palco se torna espaço de exposição e transformação.
Inspirada por palavras que ouviu Niangouna proferir há mais de uma década, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Renata Portas encontrou neste texto uma afinidade profunda, uma vez que o herói de Kung-Fu é um contador de histórias de filmes, de mil aventuras vividas ou fantasiadas. A personagem revela-se um homem-palavra, alguém que, ao contar histórias, acaba por se confrontar consigo próprio.
Kung-Fu está em cena no Teatro Carlos Alberto, de 17 a 19 de setembro, quinta-feira e sábado, às 19h00, e sexta-feira, às 21h00. Os bilhetes têm o custo de 12 euros.
O espetáculo integra o ciclo Parla-Solos, um programa de três monólogos que celebra e presta homenagem aos intérpretes que se entregam à condição de ser outro. Depois de Maiúscula e Kung-Fu, o TeCA acolhe Cantar de Galo, de Robert Schenkkan, com direção e interpretação de Jorge Andrade, de 24 a 26 de setembro.
Mais informações em tnsj.pt/kung-fu.

