Cinema e Vídeo
UABÁ - Festival Internacional de Videodança
UABÁ estreia em Cabo Verde e coloca a videodança no centro do diálogo entre corpo, cinema e criação contemporânea.
25 Set 2026 | 18h30
Praia, Cabo Verde — setembro de 2026 — Cabo Verde acolhe a primeira edição do UABÁ – Festival Internacional de Videodança, uma nova iniciativa da Plataforma Kontornu dedicada à relação entre dança, cinema e artes performativas contemporâneas.
A sessão pública acontece sexta-feira, 25 de setembro de 2026, às 18h30, no Centro Cultural Português, na Praia, com entrada livre mediante reserva.
O UABÁ nasce com o propósito de criar em Cabo Verde um espaço regular de apresentação, reflexão, formação e circulação dedicado à videodança, uma linguagem artística híbrida que cruza o corpo e o movimento com a câmara, a montagem, o som, a paisagem e as possibilidades narrativas do audiovisual. Segundo a organização, trata-se da primeira plataforma em Cabo Verde dedicada exclusivamente a esta forma de criação.
UMA NOVA FORMA DE OLHAR PARA A DANÇA
Mais do que registar uma coreografia em vídeo, a videodança cria uma relação própria entre corpo e imagem. A câmara deixa de ser apenas um instrumento de documentação e passa a fazer parte da própria criação: transforma perspectivas, altera escalas, aproxima ou distancia o corpo, intervém sobre o tempo e cria novas possibilidades de espaço e narrativa.
É neste território que o UABÁ pretende atuar.
O nome UABÁ parte de uma expressão do crioulo cabo-verdiano associada ao assombro, à surpresa e à beleza — uma ideia que a organização assume como ponto de partida para aproximar o público de formas menos convencionais de experimentar a dança.
A criação do festival responde também à necessidade de ampliar as possibilidades de circulação e apresentação da criação contemporânea em Cabo Verde, estimulando simultaneamente a produção local, a formação de artistas e técnicos, o intercâmbio internacional e o acesso do público a novas linguagens artísticas.
“SARACOTEIO – DANÇA NO ECRÔ
A primeira edição do UABÁ é apresentada sob o tema “Saracoteio”, palavra que evoca movimento, liberdade, celebração e a energia do corpo em ação.
É a partir deste conceito que surge SARACOTEIO – Dança no Ecrã, uma mostra internacional desenvolvida através de uma parceria entre três plataformas/festivais de diferentes geografias:
UABÁ – Festival Internacional de Videodança, Cabo Verde;
Quinzena de Dança de Almada, Portugal;
ROLLOUT Dance Film Festival, Macau.
A parceria procura estabelecer uma rede de cooperação e circulação de obras entre diferentes territórios, particularmente entre geografias ligadas à lusofonia e à CPLP, criando possibilidades de diálogo entre artistas, festivais e públicos.
A programação reúne 15 obras de videodança, provenientes de Cabo Verde, Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, Macau e Brasil, revelando diferentes abordagens estéticas, culturais e políticas ao corpo e ao movimento.
AS OBRAS APRESENTADAS
Portugal
Nouage — Fu Le & Magalie Lanriot
Blossom — Ana Caridade
A ÁGUA ME LEVA — David J. Amado
Shark Skin — Francisco Miguel
On My Way To You — Andreia Rodrigues
Pégaso
Moçambique
ONE STEP AT A TIME — Bernardo Guiamba (Pak Ndjamena)
Macau
“SHELL” WE TALK — Cynthia Sio
Eyeland — Lao Pui Lon
The Rhythm of Sharing
Hermaphroditus
Third Person
Guiné-Bissau / Portugal
Intervenção Jah — Welket Bungué
Brasil
#paranoiaconfinado
Cabo Verde
XINDZUTI
POR QUE CRIAR UM FESTIVAL DE VIDEODANÇA EM CABO VERDE?
Para a Plataforma Kontornu, a criação do UABÁ insere-se numa estratégia mais ampla de desenvolvimento das artes performativas em Cabo Verde.
1. Nova linguagem artística — Apresentar ao público uma forma contemporânea de criação que cruza dança, cinema, artes visuais e tecnologia.
2. Estímulo à produção local — Criar condições para que artistas cabo-verdianos possam experimentar e produzir obras na área da videodança, contribuindo para ultrapassar a escassez de circuitos e meios técnicos especializados.
3. Formação e capacitação — Desenvolver competências através de futuras oficinas, masterclasses e residências com profissionais nacionais e internacionais.
4. Internacionalização — Inserir Cabo Verde em redes internacionais de videodança e fortalecer relações com festivais, artistas e instituições de diferentes geografias.
5. Impacto social e educativo — Utilizar a criação contemporânea como ferramenta de diálogo, inclusão e aproximação entre diferentes públicos e gerações.
A ambição da organização é que o UABÁ possa contribuir, a médio e longo prazo, para posicionar Cabo Verde como um ponto de encontro estratégico para a videodança em África e no espaço da CPLP.
UMA PLATAFORMA PARA ALÉM DA EXIBIÇÃO
Embora a sessão de 25 de setembro tenha como centro a apresentação de filmes, o UABÁ é pensado pela Kontornu como uma plataforma com uma dimensão mais ampla.
A proposta passa por desenvolver progressivamente um ecossistema em torno da videodança, envolvendo criação, exibição, formação, investigação, intercâmbio e circulação internacional.
Nesse sentido, o festival pretende abrir novas possibilidades para bailarinos, coreógrafos, realizadores, videastas, performers, estudantes, investigadores e outros profissionais interessados na relação entre corpo e audiovisual.
A iniciativa integra a estratégia da Kontornu de construir, a partir de Cabo Verde, redes internacionais de criação e circulação para a dança e as artes performativas.
UMA DIMENSÃO INTERNACIONAL A PARTIR DE CABO VERDE
A dimensão internacional é uma das características centrais do projeto.
Ao estabelecer uma colaboração com a Quinzena de Dança de Almada, em Portugal, e o ROLLOUT Dance Film Festival, em Macau, o UABÁ cria desde a sua primeira edição uma rede que permite colocar artistas e obras de diferentes contextos em circulação.
Esta dimensão é particularmente relevante para Cabo Verde, permitindo que o país não seja apenas um território de receção de propostas internacionais, mas também um ponto de produção, encontro e circulação artística.
A Kontornu assume como uma das suas missões fortalecer as relações entre Cabo Verde, África, a diáspora e outras geografias, criando oportunidades para artistas e instituições nacionais participarem em redes internacionais.
DECLARAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
“O UABÁ nasce da vontade de criar em Cabo Verde um espaço onde a dança possa existir para além do palco e encontrar o cinema, a imagem, o som e outras formas de criação. Queremos que o público descubra a videodança não apenas como um registo de uma coreografia, mas como uma linguagem artística autónoma, capaz de produzir novas experiências sobre o corpo e o movimento.”
“Com esta primeira edição, queremos também afirmar Cabo Verde como um lugar de encontro e circulação para esta linguagem, estabelecendo relações com artistas, festivais e instituições de outras geografias e criando, progressivamente, condições para que os artistas cabo-verdianos possam produzir e circular internacionalmente.”
— Plataforma Kontornu
INFORMAÇÕES ESSENCIAIS
UABÁ: Festival Internacional de Videodança — 1.ª edição
Sessão: SARACOTEIO – Dança no Ecrã
Data: 25 de setembro de 2026
Hora: 18h30
Local: Centro Cultural Português – Praia, Cabo Verde
Entrada: Livre, mediante reserva
Contacto: kontornu@gmail.com
Telefone: +238 924 57 01
Website: www.kontornu.com
Organização: Plataforma Kontornu
Parcerias artísticas: Quinzena de Dança de Almada e ROLLOUT Dance Film Festival
SOBRE A PLATAFORMA KONTORNU
A Kontornu – International Festival of Dance & Performing Arts é uma plataforma internacional de dança e artes performativas sediada em Cabo Verde, dedicada à criação, circulação, investigação, pensamento e encontro através do corpo e das práticas performativas contemporâneas.
A dança contemporânea constitui o eixo central da sua atividade, estabelecendo diálogos com a performance, teatro físico, circo contemporâneo, danças urbanas, música, artes visuais e outras linguagens híbridas.
A plataforma trabalha na criação de pontes entre Cabo Verde, África, a diáspora e diferentes redes internacionais, desenvolvendo festivais, programas de formação, intercâmbios, residências, coproduções e projetos de mobilidade artística.
O UABÁ integra esta estratégia como uma plataforma especializada na relação entre dança, corpo e audiovisual.
PERGUNTAS FREQUENTES
O que é o UABÁ? É um Festival Internacional de Videodança criado pela Plataforma Kontornu, dedicado à relação entre dança, corpo e audiovisual.
É um festival de cinema ou de dança? É uma plataforma híbrida. A videodança cruza as linguagens da dança e do cinema, utilizando o audiovisual não apenas para registar a dança, mas como parte integrante da criação.
Por que se chama UABÁ? O nome parte de uma expressão do crioulo cabo-verdiano associada ao assombro, à surpresa e à beleza.
Qual é o tema da primeira edição? “Saracoteio”, conceito associado ao movimento, liberdade, celebração e energia do corpo em ação.
O que é “SARACOTEIO – Dança no Ecrã”? É a mostra internacional apresentada nesta primeira edição, resultado da parceria entre o UABÁ, a Quinzena de Dança de Almada e o ROLLOUT Dance Film Festival.
Quantos filmes serão apresentados? A seleção publicada pela organização reúne 15 obras.
De que países vêm as obras? Cabo Verde, Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, Macau e Brasil.
Há artistas cabo-verdianos na programação? Sim. A seleção inclui XINDZUTI, de Cabo Verde.
Quem pode assistir? A sessão é dirigida ao público em geral e tem entrada livre mediante reserva.
É necessário ter conhecimentos de dança ou cinema? Não. A programação é pensada para públicos diversos e pretende aproximar a videodança de pessoas que podem estar a contactar com esta linguagem pela primeira vez.
Onde acontece? No Centro Cultural Português, na Praia.
Quando? 25 de setembro de 2026, às 18h30.

