Festivais
Oportunidade soberana para conhecer o trabalho da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins em Gondomar no X Festival de Música de Plectro
Importa começar por dizer que este Festival está mesmo à porta da sua 10ª edição e tem reunido, bem como dado a conhecer ao longo dos últimos anos, alguns dos melhores intérpretes dos instrumentos de plectro e das cordas dedilhadas oriundos de Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo, França e Japão.
25 Set a 26 Set 2026
A Associação Cultural de Plectro, que além de tutelar a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, desmultiplica-se em outras tantas atividades, prova do seu dinamismo e alcance. Uma formação que vai ganhando lastro e afirmação de forma paulatina nos panoramas nacional e internacional, mas com a convicção dos passos firmes a dar e a plena noção do caminho a trilhar, dir-se-ia ‘a trinar’. Serve a referência precedente para evocar a dinâmica da OPGB – Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins/Associação Cultural de Plectro que no próximo fim de semana, dias 25 (sexta) e 26 (sábado), promove mais dois concertos no âmbito do X Festival de Música de Plectro na Igreja Matriz de Rio Tinto e no Auditório Municipal de Gondomar, dois lugares de um mesmo concelho.
Desta feita o mote passa por dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos solistas que a compõem, músicos que integram o agrupamento musical e que a espaços se juntam enquanto solistas da Orquestra para uma atividade performativa no domínio musical, sobretudo para exercitarem um dado repertório numa correspondência a um desafio. Noutros casos o repto passa por colaborações eventuais com instrumentistas externos à OPGB, de resto como aludimos um pouco mais adiante.
Por conseguinte, o atributo nominal das duas atuações previstas será distinto. “Em Forma de Pera”, que terá lugar na sexta-feira, às 21h30 (Rio Tinto) junta o órgão ao bandolim num matrimónio sonoro de belo efeito versa diferentes partituras, que vão de Domenico Scarlatti a Raffaele Calace, passando por Beethoven. David Rodrigues vai encarregar-se do bandolim e Tadeu Filipe tomará as rédeas do órgão.
No dia seguinte, sábado, às 18h00, no Auditório Municipal de Gondomar a responsabilidade estará a cargo dos Solistas da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins e o programa intitula-se “De Nazareth a Carlos Paredes”, uma jornada que percorre diferentes universos da música de plectro e que incide em cruzamentos entre o choro brasileiro, o fado, algumas guitarradas, isto para além de algum repertório contemporâneo escrito para esta formação. Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Zequinha de Abreu, Armandinho, José Nunes e Carlos Paredes figuram entre os artistas a serem alvo da interpretação dos referidos instrumentistas da OPGB. O ‘elenco musical’ será composto por António Sousa Vieira (bandolim), Hugo Vieira Melo (bandolim), David Rodrigues (bandola), César Pinto (guitarra), Paulo Ramos (guitarra/guitarra portuguesa) e Gil Morais (contrabaixo).
Importa acrescentar que o X Festival de Música de Plectro promoveu dois concertos em modo de preâmbulo: a 21 de maio atuou a Australian Mandolin Ensemble na Cripta da Igreja de Rio Tinto e a 25 de julho o Duo Mari Carmen Simón (bandolim) e Pablo Rioja (guitarra) na Igreja de Baguim do Monte, dois concertos de boa memória, que atestam além do mais a aposta na descentralização cultural do concelho.
O Festival irá prolongar-se até ao final do ano, com mais dois grandes concertos: do Brasil virá o Trio Meyer Ferreira (7 de novembro no Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende), e de Itália o Duo Oltremare (12 de dezembro na Casa Branca de Gramido).
A OPGBAC – Associação Cultural de Plectro, nasceu dia 18 de novembro de 2010, tendo adotado a sigla OPGBAC. É um projeto que tem como objetivo a dinamização e difusão da música de plectro no panorama musical nacional. Se no que diz respeito à Guitarra, tudo funciona dentro da normalidade com cursos superiores e conservatórios a lecionar o instrumento, nos restantes instrumentos de corda beliscada muito há por fazer. Não desvalorizando os demais, a OPGBAC tem-se focado na promoção do Bandolim por este ser de vital importância numa Orquestra de Plectro. Para o Bandolim foram compostas obras pelos nomes mais sonantes da história da música como Vivaldi, Caldara, Mozart, Hummel, Beethoven, Verdi, Mahler, Schoenberg, Webern, Boulez …
Desde 2015 sediada em Gondomar, no Centro Cultural Amália Rodrigues, Rio Tinto, a OPGBAC – Associação Cultural de Plectro tem várias valências: a principal é a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins (OPGB), grupo que tem recebido os mais rasgados elogios pelo caracter original da sua sonoridade e pelo rigor interpretativo apresentado. Ultimamente surgiram mais projetos: Uma escola de música que se focaliza no ensino dos instrumentos de corda beliscada. Os Estágios internacionais, que trazem Maestros e Professores reconhecidos a Portugal; e mais recentemente o Festival Internacional de Música de Plectro.
A OPGB conta com o apoio da Câmara Municipal de Gondomar.

