Música
Cistermúsica Fronteiras regressa em 2026 colocando a música no centro das artes
Alcobaça volta a receber, entre outubro e dezembro, o Cistermúsica Fronteiras com programas onde a música erudita, com destaque para a criação contemporânea, se cruza com linguagens artísticas como a escultura, a arquitetura, a cerâmica e a pintura.
25 Out a 6 Dez 2026
O pano abre-se para esta programação que torna a reafirmar a música como eixo central, num permanente diálogo criativo com diferentes formas de expressão cultural.
Os espetáculos decorrem no Mosteiro de Alcobaça, exaltando como habitualmente o património histórico da cidade, mas sem esquecer outros equipamentos culturais como o Panorama - Multiusos de Alcobaça e o Cine-Teatro de Alcobaça – João d'Oliva Monteiro.
Cruzamentos artísticos raros que prometem surpreender o público
São vários os cruzamentos artísticos que irão estimular o público a entrar em universos ricos e vibrantes a partir de sonoridades musicais que traçam pontes com outras artes.
Relacionando a música com a escultura e a arquitetura, o consagrado saxofonista Mário Marques e a Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentam Gárgulas – Quatro Painéis para um Templo da Memória, inspirado no famoso conjunto escultórico concebido pelo alcobacense José Aurélio para a Torre do Tombo. Com direção musical de Pedro Amaral, este programa coloca em diálogo três encomendas a compositores portugueses (César Rafael, Nelson Jesus e António Victorino d’Almeida) com obras incontornáveis de Claude Debussy ou Erik Satie.
Preparado para a comemoração do Centenário do nascimento de Manuel Cargaleiro, o projeto de música contemporânea Do Barro ao Som - Homenagem a Cargaleiro propõe uma reflexão musical e sonora profunda sobre os processos criativos inscritos na pintura e cerâmica do mestre. Contaminadas pela obra do pintor português, composições originais de Carlos Marecos, Tiago Derriça, Gonçalo Lourenço, Ana Roque e Sara Carvalho serão interpretadas pelo Lontano Trio.
Clássico e contemporâneo: um mundo de colisões e possibilidades
Num poderoso cruzamento entre o metal e o clássico, os Moonspell reeditam em Alcobaça, com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Opus Diabolicum, uma colaboração artística que revisita os maiores êxitos da banda e que encheu o MEO Arena em 2024. Sob a batuta de Vasco Pearce de Azevedo e com arranjos do pianista Filipe Melo, o concerto replica uma das maiores aventuras de uma das formações portuguesas mais internacionais de sempre que se prepara para celebrar 35 anos de atividade.
“Um DJ Set de música coral sem mesa de mistura”: é o que promete o Nova Era Vocal Ensemble com REMIX, num desafio ao espetador que dá a conhecer algumas das mais célebres reinterpretações e adaptações da música de J.S. Bach, G. Mahler, W. Byrd, M. Praetorius e H. Purcell para coro. Interpretado por 24 cantores, dirigidos por João de Almeida Barros, obras-primas misturam-se com a visão de compositores contemporâneos, através de temas originais e das suas versões transfiguradas.
A encerrar o Fronteiras, a Banda Sinfónica de Alcobaça convida dois dos talentos formados em casa - Academia de Música de Alcobaça: os percussionistas Gaspar Costa e Miguel Traquina, tendo este vencido recentemente o 1.º lugar na categoria de Percussão - nível superior do Prémio Jovens Músicos 2026.
Organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, o Cistermúsica Fronteiras conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, com a parceria estratégica do Município de Alcobaça e a parceria institucional da Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça.
O Cistermúsica Fronteiras disponibilizará a sua programação no site oficial e redes sociais a partir do dia 25 de setembro.

