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Teatro

A TRIBO celebra 13 anos na Ericeira com dois espetáculos e uma exposição fotográfica

Há festas que se fazem para celebrar o tempo. E há festas que servem para olhar para tudo o que aconteceu dentro desse tempo. 13 anos. 39 criações originais. Centenas de pessoas em palco. Milhares de pessoas na plateia. Inúmeras histórias partilhadas.

30 Out a 31 Out 2026

Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva - Ericeira
Rua Mendes Leal, 13, 2655-305 Ericeira
Treze anos depois de nascer, o Colectivo A TRIBO regressa à Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, na Ericeira, para celebrar o caminho percorrido e, sobretudo, as pessoas que o têm construído. A comemoração do 13.º aniversário acontece nos dias 30 e 31 de outubro às 21h30, com dois espetáculos — “Ligar/Desligar” e “As Pessoas” — e a exposição fotográfica “Amor em cena”, de Emanuelle Vieira.

A programação de aniversário começa na sexta-feira, 30 de outubro, às 21h30, com Ligar/Desligar, uma criação do grupo de adolescentes d’A TRIBO. Num mundo permanentemente conectado aos ecrãs, às redes sociais e a um fluxo incessante de informação, o espetáculo pergunta o que acontece quando, apesar de estarmos sempre ligados, começamos a perder a ligação ao corpo, ao presente e às outras pessoas. Construído como um puzzle em permanente transformação, “Ligar/Desligar” cruza movimento, palavra e presença e procura recuperar aquilo que é concreto: tocar, dançar, sentir, estar.

A criação partiu de uma investigação feita com os e as adolescentes do grupo, que revelou um dado particularmente inquietante: havia quem passasse 13 horas ligado à internet num único dia. Mais do que demonizar a tecnologia, o espetáculo reflete sobre o equilíbrio entre o mundo digital e a experiência física de estar vivo. “Não queremos dizer para desligarem os telemóveis e pronto. Nós também fazemos parte desse mundo. A pergunta é outra: como é que continuamos a viver no corpo? Como é que não nos esquecemos de tocar, de olhar, de ouvir, de estar verdadeiramente com alguém?”, questiona a fundadora d’A TRIBO, Daniela Simões, e acrescenta: “O que nos interessa é perceber o que acontece ao nosso corpo e às nossas relações quando passamos demasiado tempo fora do presente.”

No sábado, 31 de outubro, às 21h30, sobe ao palco “As Pessoas”, a 39.ª criação original do coletivo, que faz uma viagem pelas diferentes fases e pelas relações que estabelecemos ao longo da vida. O espetáculo parte da reflexão sobre aquilo que acontece entre as pessoas: os vínculos que construímos, as relações que nos transformam, o amor, a empatia, o cuidado, os conflitos, as diferenças e as ligações que simultaneamente nos aproximam e nos afastam. É um espetáculo sobre o individual e o coletivo. Sobre aquilo que nos torna únicos e aquilo que nos permite reconhecer-nos uns nos outros.

Da infância à idade adulta, o espetáculo observa as pessoas naquilo que têm de singular e de comum, explorando temas como o amor, a amizade, a empatia, o cuidado, os conflitos, as diferenças e as ligações que nos aproximam ou afastam. “As pessoas são aquilo que nos interessa desde o princípio. São a nossa grande matéria-prima e, ao mesmo tempo, aquilo que torna cada criação diferente. Porque não há pessoas iguais. Podemos fazer dez espetáculos sobre pessoas e continuar a ter matéria para mais dez. As pessoas são infinitas.”, afirma Daniela Simões.

A celebração dos 13 anos conta ainda com a exposição “Amor em cena”, de Emanuelle Vieira, que apresenta fotografias destes dois espetáculos. Este projeto acompanha o coletivo através do olhar de quem observa o teatro por detrás da objetiva: os corpos antes de entrarem em cena, a energia dos ensaios, os instantes de concentração, a cumplicidade e tudo aquilo que acontece entre pessoas quando as luzes se acendem. Mais do que um registo documental, “Amor em cena” é também uma declaração sobre aquilo que significa fazer teatro em comunidade: estar disponível para a outra pessoa, confiar, arriscar, crescer e deixar-se ver.

“É muito bonito poder celebrar estes 13 anos através de diferentes olhares. O teatro acontece no palco, mas também acontece nos bastidores, nos ensaios, nos abraços, nos nervos, nas gargalhadas. A fotografia consegue guardar coisas que nós, às vezes, nem percebemos que aconteceram”, afirma Daniela Simões.

Uma celebração de pessoas
Mais do que assinalar uma data, A TRIBO pretende fazer destes dias uma celebração do próprio percurso do coletivo: das pessoas que passaram pelos seus grupos, das que continuam a fazer parte deles, das equipas artísticas e técnicas, das famílias, do público e da comunidade que acompanhou o projeto ao longo dos anos.

“A TRIBO não é apenas aquilo que acontece quando as luzes se acendem. É tudo o que acontece antes e depois: os ensaios, as conversas, os desafios criativos, as amizades, os conflitos, as descobertas e os abraços. É isso que queremos celebrar. As pessoas e tudo aquilo que conseguimos construir em conjunto”, conclui Daniela Simões.

Os 13 anos d’A TRIBO celebram-se assim na Ericeira, com dois espetáculos, uma exposição e uma comunidade reunida em torno daquilo que esteve no centro do projeto desde a sua criação: o encontro entre pessoas através do teatro.

O bilhete para assistir a cada um dos espetáculos – “Ligar/Desligar” e "As Pessoas" – tem o valor/donativo de 10€ e pode ser reservado através do email geral@colectivoatribo.pt ou do número 910672458.

Sinopses

“Ligar/Desligar” | Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira | 30 de outubro às 21h30
Vídeo com resumo do espetáculo: https://youtu.be/Z3r5gfpuuss?si=3ED-87GQlQv0Ay6u.

Um espetáculo sobre a vida e sobre o tempo que vamos tendo nela. Este espetáculo é uma ode ao presente e à alegria de ter um corpo que sente. É uma reflexão sobre os adolescentes de agora e a forma como existem na dimensão dos likes e dos vídeos de curta duração. É um puzzle criado com muitas peças, em constante transformação. Há coisas que se vão juntando, peças que se perdem e desaparecem, peças que se encontram e outras que aparecem de surpresa. É sobre as coisas concretas e materiais. É sobre a importância de ligar o corpo à vida e viver onde está o corpo. Este é um espetáculo com consciência: sabemo-nos devorados pela tecnologia, mas sabemos que nada substitui o toque e a natureza. Sabemos que o tempo tem fim, que a vida um dia acaba e, por isso, sabemos que temos de a aproveitar. Sabemos que a vida é um caminho que vale a pena viver quando estamos em nós. Sabemos que a vida deve ser celebrada.

“As Pessoas” | Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira | 31 de outubro às 21h30
Vídeo com resumo do espetáculo: https://youtu.be/hWVsbT5ofI4?si=aXzMvUpVbwWqTiTp.

Um espetáculo que nasce a ser criança e vai crescendo. Cresce-se, no espetáculo, como se cresce na vida. Somos as histórias e as aprendizagens dessas histórias. É um espetáculo sobre pessoas. A forma como crescem e começam a ver-se, a ser e a estar no mundo. É sobre as relações e os vínculos que se constroem e se desfazem. É sobre os lados apaixonantes e detestáveis que as pessoas têm: lutas de galos. É sobre amor, empatia e cuidado. Todas as pessoas nascem, todas têm uma mãe. São as opiniões que dividem a Humanidade? Cada cabeça, sua sentença. Somos singular e plural, individual e coletivo. O melhor do mundo são As Pessoas.

Contactos Colectivo A TRIBO
geral@colectivoatribo.pt
www.colectivoatribo.pt
Instagram: https://www.instagram.com/colectivo_a_tribo/
Facebook: https://www.facebook.com/colectivoatribo
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