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Festa do Jazz 2026 - Estreias de reportório, discográficas e novo espaço na 24.ª edição
De 4 a 8 de novembro a Festa do Jazz 2026 transforma o Centro Cultural de Belém e o Teatro da Comuna no ponto de encontro do jazz em Portugal, com nove concertos que revelam estreias de reportório e discográficas.
4 Nov a 8 Nov 2026
A Festa do Jazz 2026 encerra as celebrações dos 30 anos de atividade da Sons da Lusofonia e o seu compromisso com a música, a criação artística e a intervenção comunitária em defesa da valorização pessoal e da construção de comunidades autênticas, integradas, criativas e corajosas.
A abertura da 24ª edição acontece no Centro Cultural de Belém (CCB), no dia 4 de novembro, com duas propostas de forte carácter internacional, entre as quais uma estreia de reportório.
Na primeira noite, BITOI reúne o baixista e compositor sueco-dinamarquês Cassius Lambert com as vozes de Alexandra Shabo, Ella Cronberg e Lydia Cronberg, num projeto que cruza linhas de baixo profundas, polirritmias, harmonias e dissonâncias com letras construídas a partir de cantos de pássaros.
A fechar a noite, a Flat Earth Society Orchestra, uma das formações mais expansivas do programa, dirigida por Peter Vandenberghe e composta por quinze músicos (entre teclados, cordas, madeiras, metais, bateria, vibrafone e tuba), estreia The Coltrane Mutations. Uma homenagem a John Coltrane no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento e que reinventa o seu legado através da linguagem orquestral, experimental e irreverente desta formação belga.
No dia 5 de novembro, a programação do CCB centra-se em duas propostas portuguesas que exploram diferentes relações entre o jazz, a tradição e a composição.
O Vicente Oliveira Sexteto apresenta “O que a terra deixou para trás”, um projeto que revisita melodias da música tradicional portuguesa, de Trás-os-Montes ao Algarve, através de arranjos para sexteto que cruzam identidade cultural e linguagem jazzística, incluindo ainda dois temas originais do guitarrista e líder do grupo.
Durante a noite, Joana Raquel apresenta Queda Áscua, um repertório de carácter acústico e próximo da música de câmara, onde a canção, a poesia e o contraponto se encontram com o jazz e a música improvisada, prescindindo da bateria e procurando um equilíbrio entre o pré-concebido e o inventado.
A 6 de novembro, a programação da Festa do Jazz 2026 no CCB encerra com uma noite dedicada ao reconhecimento e à afirmação de novos percursos no jazz contemporâneo. O Julia Perminova Trio apresenta uma linguagem que atravessa o jazz, a música clássica e a expressão contemporânea, num encontro entre a pianista e compositora siberiana Julia Perminova, o baterista português Luís Possollo e o contrabaixista francês Matis Regnault, três músicos de diferentes origens unidos por uma forte dimensão interativa e narrativa.
A fechar a noite, o Luís Vicente Trio, formado por Luís Vicente no trompete, Gonçalo Almeida no contrabaixo e Pedro Melo Alves na bateria, leva ao palco a sua abordagem aventureira e experimental, marcada pelo diálogo entre composição e improvisação, lirismo e abstração, e que se encontra atualmente num processo de expansão para quinteto com o pianista Leo Genovese e o saxofonista Tony Malaby.
A partir de 7 de novembro, a Festa do Jazz muda-se para o Teatro da Comuna e as tardes de sábado e domingo são preenchidas pelo Encontro Nacional de Escolas de Jazz (ENE), iniciativa dedicada à valorização e divulgação do trabalho desenvolvido pelas escolas de jazz de todo o país e à descoberta e reconhecimento de novos talentos, com a apresentação de combos de alunos e alunas perante um júri especializado.
A noite de sábado é noite da Jazzopa, oficina de criação colaborativa e performance que cruza jazz, hip-hop e spoken word, reunindo jovens músicos e artistas num processo de composição e improvisação coletiva.
A fechar a programação deste dia, o Ensemble Festa do Jazz com Mané Fernandes apresenta um novo repertório que parte da tradição do jazz para explorar novas possibilidades, aproximando a improvisação, o groove e a experimentação das sonoridades da música electrónica. O ensemble reúne Mané Fernandes na guitarra e voz, Felix Henklehausen no baixo, Mariana Dionísio na voz, Marcos Cavaleiro na bateria, João Almeida no trompete e José Diogo Martins nos sintetizadores.
No último dia da Festa do Jazz 2026, 8 de novembro, e após o segundo dia do Encontro Nacional de Escolas (14h30 - 18h), o Teatro da Comuna recebe à noite o Mário Franco Quintet, que apresenta Gathering, novo álbum do contrabaixista, compositor e bailarino Mário Franco, numa formação que reúne Tomás Marques, Sérgio Pelágio, Duarte Ventura e Diogo Alexandre e que explora temas como espiritualidade, pertença e memória através de uma linguagem instrumental marcada pelo cruzamento entre composição, improvisação e eletrónica.
Entre artistas portugueses e internacionais, formações emergentes e músicos com percursos consolidados, composição e improvisação, voz e eletrónica, a programação de 2026 reafirma a vocação da Festa do Jazz enquanto espaço de encontro, diálogo, descoberta e afirmação da criação jazzística em Portugal.
Acompanha a programação em: https://www.instagram.com/sonsdalusofonia/

