Conferências
Amanhã é sempre longe demais - Conversa sobre o Luto
Na semana que antecede o Dia de Todos os Santos, em que o país pára para lembrar e homenagear os seus mortos, os Mantras do Coliseu Porto Ageas organizam a conversa “Amanhã é sempre longe demais - Conversa sobre o Luto”, no Salão Jardim do Coliseu Porto Ageas.
21 Out 2026 | 18h30
No painel, quatro convidados partilham o seu olhar e conhecimento sobre um tema que pode ser difícil, mas que importa enfrentar:
João Perestrelo
Médico psiquiatra e psicoterapeuta, autor do livro “Aprender a Andar no Escuro — Da ciência à prática de viver com menos sofrimento”, editado em 2025 pela Contraponto
Mariana Abranches Pinto
Responsável pela Associação Compassio, que trabalha a doença e o luto na comunidade, tendo por base a compaixão e a beleza
Rui Devesa Ramos
Psicólogo clínico responsável pela Unidade de Luto do Hospital Pedro Hispano, uma das poucas respostas públicas dedicadas ao luto em Portugal
Rita Alves
Artista multidisciplinar, criadora do espetáculo “Geografia do Desassossego”, nascido do luto pelo filho, onde o corpo e a arte tomam o lugar da palavra.
“Amanhã é sempre longe demais”, título da canção dos Rádio Macau, e mais tarde celebrizada pelos Resistência, parte do momento em que o mundo de alguém parece ter parado para sempre, ao mesmo tempo que o mundo lá fora continua e avança. Perde-se um filho, um progenitor, um companheiro, mas também a saúde, um animal de estimação, uma casa, um país, uma vida que nunca mais será igual.
Há lutos com dias contados por decreto e lutos que ninguém reconhece ou valoriza. Há lutos antecipados, que começam antes da morte, com uma notícia que traz dias a prazo, ou com o desaparecimento da pessoa que amamos, mesmo quando o corpo dela permanece.
O que fazer com a avalanche de sentimentos? Como lidar com situações extremas e quando pedir ajuda? O que ajuda verdadeiramente quem fica, e o que, dito com a melhor das intenções, magoa? Quais as diferenças culturais ligadas ao luto e de que forma os nossos antepassados lidavam com este processo? Que apoios estão em falta? E que papel podem desempenhar a arte e a comunidade?
“Amanhã é sempre longe demais - Uma conversa sobre o Luto” é precedida do espetáculo (em versão reduzida) “Geografia do Desassossego”, de Rita Alves, criado a partir do seu processo de luto pelo filho Pedro Smith.
A entrada é livre.

