Exposições
Life Is the Game - Um cine-poema imersivo realizado por Paulo Furtado
Um projeto que cruza cinema, música, artes plásticas numa experiência tecnológica imersiva e interativa.
28 Out a 15 Fev 2027
Life Is The Game é uma experiência imersiva que transporta o participante por uma viagem intemporal, através do ritual de passagem entre a morte e o renascimento. Uma deriva sensorial que explora temas universais de consciência, identidade, memória e transcendência, convidando à interação com paisagens sonoras e espaços que desafiam a perceção do eu na sua relação com a vida coletiva.
Cinema, música, artes plásticas, poesia encontram-se neste projeto e são potenciados pela componente tecnológica de Realidade Estendida (XR) – uma experiência individual (cada participante dispõe de uma sala), feita com recurso a capacete de realidade mista (Meta Quest 3), e com a duração aproximada de 19 minutos.
Primeiro surgem sombras. Depois uma porta para o universo subatômico. E uma voz:
“Uma gota suspensa no ar por um instante: nasceste.
São 37 biliões de células que te fazem criança, adulto, humano que depois envelhece e não permanece mais. Observa o teu corpo-matéria…
(…) Este é o tempo das perguntas: como aparecemos nesta viagem? Puros e bons?
Neutros, em espera? Egoístas e violentos? Temos escolha?” –
Sucedem-se espaços e paisagens que constituem um dispositivo de reflexão crítica sobre a realidade comum, abrindo novos modos de fruição temporal e espacial, pertencentes ao imaginário, e potenciando, do ponto de vista conceptual, um desafio ao que tomamos como norma nos nossos quotidianos.
“Olha à tua volta. Não estamos sós, não terminas em cada escolha que fazes, na tua pele ou na minha voz. Vastidão ilimitada: és também a pessoa ao teu lado, aqueles que amas, os que partiram, a molécula de Co2 que expiras (..), todas as escolhas, e uma passagem...”
“Life is the Game convida o público a questionar o seu papel enquanto agente ativo num tempo marcado por crises sociais, ambientais e políticas cada vez mais complexas. A experiência da realidade virtual coloca o participante no centro da ação e da narrativa, no qual é confrontado com escolhas morais e simbólicas que influenciam o desenvolvimento da vivência”, detalha Paulo Furtado.
O conceito original é assinado por Yolanda Correia e Paulo Furtado, com argumento de Eduardo Brito e Paulo Furtado, direção de arte de Joana Cardoso e produção executiva de Nasson Boroumand.
A banda sonora, composta e interpretada por Paulo Furtado sob o alter ego The Legendary Tigerman, atravessa o orgânico e o sintético e, com design de som de Dren McDonald (Nerdtracks), constrói uma ressoante paisagem sonora que acompanha o participante ao longo de toda a travessia. A mesma conta ainda com as vozes de Paulo Furtado e Jehnny Beth, gravadas no estúdio La Vache com a colaboração de Mike Ghost. Com mais de uma década de experiência no desenvolvimento de sistemas multimédia interativos para produções internacionais como Stranger Things VR, Yolanda Correia liderou o desenvolvimento tecnológico da obra numa equipa que integrou o artista técnico Eric Urban e o programador Abel Sierra Sánchez.
A peça conta ainda com a participação de artistas convidados como Edgar Pêra, Fiumani e Pedro Maia.
Paulo Furtado
Artista, compositor e multi-instrumentista, Paulo Furtado é conhecido pelo alter ego The Legendary Tigerman, com o qual lançou oito álbuns desde 2001, que lhe granjearam reconhecimento internacional. Em 2019, durante uma residência artística no Le CENTQUATRE-PARIS, criou Zeitgeist, disco em que explora novas linguagens sonoras com recurso a sintetizadores modulares. Desde 2007, compõe bandas sonoras para cinema e televisão —Tebas, Estrada de Palha, O Facinora, The Secret Agent, Ornamento e Crime, Hálito Azul, La Ermita, How To Become Nothing e, em breve, The Odd Enchantment of Madam P, realizado por Sara Driver — tendo sido distinguido com dois Prémios Sophia na categoria de Melhor Música. No teatro, assinou a música original de Última Hora e Eva Perón, de Copi, e foi diretor musical de Trouble, encenada por Gus Van Sant. A sua prática sonora atravessa o orgânico e o sintético, em busca do ‘som perfeito’ para cada narrativa.
Yolanda Correia
Engenheira informática licenciada pela NOVA FCT em 2011, Yolanda Correia deparou-se pela primeira vez com realidades imersivas na tecnológica portuguesa YDreams. Frequentou o mestrado no IST, onde se especializou em Sistemas Multimédia e Desenvolvimento de Jogos. Integrou o grupo Google ATAP (Advanced Technology and Projects), no pioneiro Project Tango, onde explorou o potencial da computação espacial, e colaborou com o estúdio Tender Claws no capítulo de realidade mista de Stranger Things. Através da arte, propõe formas de devolver à presença humana um lugar de destaque na tecnologia, moldando a forma como o público habita os espaços digitais.
Sobre a experiência:
- A experiência dura aproximadamente 18–20 minutos e é realizada com a utilização de um headset (Meta Quest 3).
- A lotação máxima é de 6 participantes em simultâneo (um por sala)
- A experiência requer inscrição prévia em visitar.maat@edp.pt
- Idade recomendada: a partir dos 12 anos.
- O participante pode movimentar-se no espaço, mas deverá mover--se devagar.
- A experiência aborda temas como morte e renascimento e decorre num ambiente imersivo fechado, que pode causar desconforto a algumas pessoas.
- A experiência pode ser realizada em português, inglês ou francês.
Saúde e segurança:
- A experiência pode causar tontura, náusea, desorientação ou fadiga ocular. Se sentir algum destes sintomas, deve interrompê-la.
- Pessoas com epilepsia, problemas cardíacos, de equilíbrio ou do ouvido interno devem consultar um médico antes de participar.
- Pessoas com pacemaker ou outros dispositivos médicos devem informar-se previamente com os respetivos fabricantes.
Mais informações www.maat.pt

